O FAROL

Um espaço para defesa da fé, denúncia de heresías, tendo a Palavra de Deus como meio e as pessoas como fim. Contatos sanleon21@hotmail.com Leonel Santos

A economia de Deus

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

 

Normal
0

21

false
false
false

PT-BR
X-NONE
X-NONE

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-priority:99;
mso-style-qformat:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin-top:0cm;
mso-para-margin-right:0cm;
mso-para-margin-bottom:10.0pt;
mso-para-margin-left:0cm;
line-height:115%;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:11.0pt;
font-family:”Calibri”,”sans-serif”;
mso-ascii-font-family:Calibri;
mso-ascii-theme-font:minor-latin;
mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;
mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
mso-hansi-font-family:Calibri;
mso-hansi-theme-font:minor-latin;
mso-bidi-font-family:”Times New Roman”;
mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}

O fato de o Senhor ter afirmado que veio para que tivéssemos vida e vida com abundância, tem se prestado a uma série de interpretações tendenciosas e mal intencionadas. Apesar do verso ter sido apresentado  oposto ao que se refere à obra do ladrão, tem servido muito bem, para os feitos daquele, graças ao analfabetismo bíblico de nosso tempo.

 O mesmo senhor disse: “…As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Mat 8; 20  Como poderia, pois, um “pobretão” assim, trazer abundância? Ele ainda afirmou: “…Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Luc; 12; 15

 Seja o que for que signifique a “vida com abundância”, parece não se tratar de posses materiais; talvez, por ser diferente da nossa, a economia de Deus. No episódio da viúva pobre que dera uma oferta ridícula do ponto-de-vista financeiro, o Senhor louvou-a como sendo maior doadora que os ricos que ostentavam grandes quantias, pois, segundo ensinou, o conteúdo de renúncia, mostrava uma devoção maior, e isso, vale mais perante Deus.

 Na carona disso, os pilantras góspeis atuais, ensinam que se deve sacrificar grandes quantias, mesmo sendo pessoas pobres, para, com isso, comover a Deus com o “sacrifício”, e receber multiplicado o que se deu. Ora, nesses casos, até uma anta sabe que o motor da oferenda não foi a devoção, mas a cobiça por riquezas; assim, quanto maior a dádiva, maior a doença do “ofertante”, e a safadeza do “obreiro” que a estimula.

 No episódio do “desperdício” de caro perfume em Betânia, o Salvador também valorizou a intensidade afetiva contida no gesto, mais que o “bolsa-família” sugerido por Judas.

 A idéia que Deus seja um comprador de adoradores foi advogada pelo inimigo no evento envolvendo a Jó; o Senhor repudia tanto isso, que expôs Sua honra, permitindo o duro teste sobre seu servo. Na verdade, quem sempre foi rico, administra bem suas posses, por estar habituado com elas.

Quando multiplicou os pães e peixes, uma vez saciados os seus ouvintes o Salvador disse: “Recolhei o que sobejou para que nada se perca.” Admirável lição de economia para quem é Senhor do universo! Quanto ao que “enriqueceu” de repente, tem dificuldade com o fato novo por lhe ser estranho. Não raro desperdiça posses em futilidades e dissoluções.

Quem acertou a “mega-sena acumulada” sozinho, foi o inimigo, quando mediante engano conquistou a obediência do primeiro casal. De posse disso, se propôs a comprar adoração. “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.” Luc 4; 6 e 7

 Todo vendedor de “bênçãos” pertence a ele, pois, a dura lição ensinada a Simão o mago. “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.” Atos, 8; 20

 

 Além disso, quem prosperava com um ministério espiritual, não eram os servos de Deus, antes, uma pitonisa enriquecia seus senhores com suas adivinhações. “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.” Atos 16; 16

Expulso o demônio que a inspirava, a revolta foi tal, que Paulo e Silas foram presos em Filipos. O truque dos safados da mídia atual tem sido focalizar a Bíblia em destaque para deixar claro que seus textos, são, dela extraídos. Ora, o diabo nunca negou que Deus disse algo, apenas, adulterou a intenção e o significado; o que seus seguidores ainda fazem muito bem.

 Enfim, se a vida de qualquer um não reside na abundância de bens, e o Senhor trouxe vida com abundância, em que consiste ela? O mesmo Mestre ensinou: E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo; 17; 3

 Ciente disso, Paulo exortou a Timóteo quanto à economia divina: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” I Tim 6; 10 e 11

  E como o “tomar posse” está na moda, também foi, aconselhado, então; “…toma posse da vida eterna,…” I Tim; 6; 12 Quer mais abundância de vida que isso? Uma que extrapola aos portais do tempo e poderá um dia contemplar a face de Deus?

 As riquezas de Deus são gratuitas e eternas, mas, pouco apreciadas, infelizmente. “Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.” Pv 8; 10 e 11

A economia de Deus

 

Normal
0

21

false
false
false

PT-BR
X-NONE
X-NONE

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-priority:99;
mso-style-qformat:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin-top:0cm;
mso-para-margin-right:0cm;
mso-para-margin-bottom:10.0pt;
mso-para-margin-left:0cm;
line-height:115%;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:11.0pt;
font-family:”Calibri”,”sans-serif”;
mso-ascii-font-family:Calibri;
mso-ascii-theme-font:minor-latin;
mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;
mso-fareast-theme-font:minor-fareast;
mso-hansi-font-family:Calibri;
mso-hansi-theme-font:minor-latin;
mso-bidi-font-family:”Times New Roman”;
mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}

O fato de o Senhor ter afirmado que veio para que tivéssemos vida e vida com abundância, tem se prestado a uma série de interpretações tendenciosas e mal intencionadas. Apesar do verso ter sido apresentado  oposto ao que se refere à obra do ladrão, tem servido muito bem, para os feitos daquele, graças ao analfabetismo bíblico de nosso tempo.

 O mesmo senhor disse: “…As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Mat 8; 20  Como poderia, pois, um “pobretão” assim, trazer abundância? Ele ainda afirmou: “…Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Luc; 12; 15

 Seja o que for que signifique a “vida com abundância”, parece não se tratar de posses materiais; talvez, por ser diferente da nossa, a economia de Deus. No episódio da viúva pobre que dera uma oferta ridícula do ponto-de-vista financeiro, o Senhor louvou-a como sendo maior doadora que os ricos que ostentavam grandes quantias, pois, segundo ensinou, o conteúdo de renúncia, mostrava uma devoção maior, e isso, vale mais perante Deus.

 Na carona disso, os pilantras góspeis atuais, ensinam que se deve sacrificar grandes quantias, mesmo sendo pessoas pobres, para, com isso, comover a Deus com o “sacrifício”, e receber multiplicado o que se deu. Ora, nesses casos, até uma anta sabe que o motor da oferenda não foi a devoção, mas a cobiça por riquezas; assim, quanto maior a dádiva, maior a doença do “ofertante”, e a safadeza do “obreiro” que a estimula.

 No episódio do “desperdício” de caro perfume em Betânia, o Salvador também valorizou a intensidade afetiva contida no gesto, mais que o “bolsa-família” sugerido por Judas.

 A idéia que Deus seja um comprador de adoradores foi advogada pelo inimigo no evento envolvendo a Jó; o Senhor repudia tanto isso, que expôs Sua honra, permitindo o duro teste sobre seu servo. Na verdade, quem sempre foi rico, administra bem suas posses, por estar habituado com elas.

Quando multiplicou os pães e peixes, uma vez saciados os seus ouvintes o Salvador disse: “Recolhei o que sobejou para que nada se perca.” Admirável lição de economia para quem é Senhor do universo! Quanto ao que “enriqueceu” de repente, tem dificuldade com o fato novo por lhe ser estranho. Não raro desperdiça posses em futilidades e dissoluções.

Quem acertou a “mega-sena acumulada” sozinho, foi o inimigo, quando mediante engano conquistou a obediência do primeiro casal. De posse disso, se propôs a comprar adoração. “E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.” Luc 4; 6 e 7

 Todo vendedor de “bênçãos” pertence a ele, pois, a dura lição ensinada a Simão o mago. “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.” Atos, 8; 20

 

 Além disso, quem prosperava com um ministério espiritual, não eram os servos de Deus, antes, uma pitonisa enriquecia seus senhores com suas adivinhações. “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.” Atos 16; 16

Expulso o demônio que a inspirava, a revolta foi tal, que Paulo e Silas foram presos em Filipos. O truque dos safados da mídia atual tem sido focalizar a Bíblia em destaque para deixar claro que seus textos, são, dela extraídos. Ora, o diabo nunca negou que Deus disse algo, apenas, adulterou a intenção e o significado; o que seus seguidores ainda fazem muito bem.

 Enfim, se a vida de qualquer um não reside na abundância de bens, e o Senhor trouxe vida com abundância, em que consiste ela? O mesmo Mestre ensinou: E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo; 17; 3

 Ciente disso, Paulo exortou a Timóteo quanto à economia divina: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” I Tim 6; 10 e 11

  E como o “tomar posse” está na moda, também foi, aconselhado, então; “…toma posse da vida eterna,…” I Tim; 6; 12 Quer mais abundância de vida que isso? Uma que extrapola aos portais do tempo e poderá um dia contemplar a face de Deus?

 As riquezas de Deus são gratuitas e eternas, mas, pouco apreciadas, infelizmente. “Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido. Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.” Pv 8; 10 e 11

Babel, Roma lidera o motim

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

 

 “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.” Sal; 2; 1-3

 

Ontem, 27/10, reuniram-se em Assis, Itália, mais de trezentos líderes espirituais de cinqüenta países, sob a batuta de Bento XVI, o papa romano. A idéia era orar em conjunto pela paz mundial, comemorando 25 anos de um evento semelhante que foi patrocinado pelo líder anterior.

Estavam, maoístas, shintoístas, budistas, ateus, agnósticos, ortodoxos, indús, sicks, batistas, luteranos, etc. Cada ilustre fazendo uso da palavra assumia um “compromisso” de lutar pela paz mundial, o respeito à liberdade, e a promoção do bem. Não ouvi todos, faltou estômago, mas, uns quarenta que escutei falar disseram basicamente o mesmo, “comprometemo-nos lutar pela paz, a liberdade e a promoção do bem comum”.

Bem, que mal tem isso? Se fosse uma reunião da ONU, com seu caráter laico, nenhum. Mas, em se tratando de uma reunião espiritual, ignorar completamente os meios, e apontar para o fim, chega a ser obsceno, vergonhoso. Claro que Deus ama a paz, aconselha aos seus a serem pacíficos, mas não é, ela, um fim em si mesma, antes, conseqüência do cabal cumprimento da Palavra  Dele.

 

Isaías ensina: “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre.”Is 32:17 Há situações em que os servos de Deus devem conflitar, uma vez que é necessário remover obstáculos à paz. Como nos dias de Jeú; “E sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, disse: Há paz, Jeú? E disse ele: Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas?” II Rs, 9; 22

 

Ousasse alguém dizer, ontem, que os meios em que lutaria pela paz, seriam os ensinos do Príncipe da Paz, que advertiu: “Sem mim, nada podeis fazer”, e que antes de reconciliar homem com homem, tentaria fazê-lo em relação a Deus, teria gerado veementes protestos, estragando a pacífica reunião. Mas, tal desmancha-prazeres estaria falando segundo Deus.

Tivesse o Senhor, encaixado nos rígidos moldes do “politicamente correto” de hoje, e, ao invés de ser morto na cruz, teria batido o recorde de Matusalém, ancião de dias. Suas últimas palavras ao invés de “está consumado”, seriam, estou consumido.

 

O que vimos ontem foi uma nova babel, de línguas, e credos, planejando outra torre, afinal, agora temos intérpretes, a astuta confusão de línguas do Eterno caducou. O Senhor foi categórico: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Jo 14; 27

 

A “paz” do mundo muitas vezes se baseia no medo do adversário ser mais forte, no engano, nas aparências, em acordos interpessoais, inter-institucionais ou mesmo, internacionais. No Caso de ontem, o acordo comum, foi que todos concordavam em não discordar. Ou todos os caminhos levam a Deus, como dizem por aí, o que faria Jesus um mentiroso, ou Deus ama tanto essa “paz” que resolveu mudar para evitar conflitos, ou trata-se de colossal motim, profetizado no salmo segundo. Opção C.

 

Claro que sou contra o terrorismo, guerras religiosas, fanatismo e toda sorte de violência! Deus não preceitua isso. A paz na terra foi cantada por anjos que anunciaram o nascimento de Jesus, mas, precedida por uma condição: “Glória a Deus nas alturas…” Luc 2; 14  e ninguém glorifica a Deus duvidando de Sua Palavra, antes, blasfema; “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” I Jo 5; 10

 

  Portanto, como não autorizei ninguém a falar em meu nome, vou assumir aqui meu compromisso:  “Comprometo-me a apregoar a paz, entre o homem e Deus mediante Jesus Cristo, pois, se atingido esse estágio, e demais fica irrelevante, até, a morte; a não falsear uma vírgula a Palavra de Deus em busca disso, fira as suscetibilidades que ferir; a orar por pessoas de todos os credos para que se voltem ao Único que dá verdadeira paz, respeitando sua consciência, mantendo meu direito de discordar; a denunciar como agora, a todo embuste por poder político com máscaras espirituais; a correr risco de perder simpatias e admiradores, coisas preciosas, mas insignificantes se comparadas ao aval de Deus."

 

A torre se fará, os fundamentos estão lançados, mas a Bíblia mostra seu fim; “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.” Apoc; 18; 2

 

"É tão fácil enganar-se a si mesmo sem o perceber, como é difícil enganar os outros sem que o percebam." (François de La Rochefoucauld)

“Voce adora, a Som Livre toca”

sábado, 22 de outubro de 2011

 

 

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”.  João 4:23

  

A palavra, adorar, hoje  se reveste de duplo significado, uma vez que, em sua origem aludia apenas a um serviço devoto a Deus, em qualquer circunstância. Mesmo em meio a grandes aflições, os adoradores renovavam seus cultos, como a patentear sua confiança inabalável em Deus.  “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.” Gên. 22:5 Mesmo prestes a oferecer seu filho amado em sacrifício ao Senhor, Abraão disse que ia adorar, e voltaria após. Jó, por sua vez, no vale de tremenda provação, não fez diferente; “Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou.” Jó 1:20 

 Vemos nesses dois exemplos que, Deus, nada precisava fazer para ser adorado, o sendo apenas, pelo que É, a despeito das lutas que viessem aos adoradores. O mesmo Senhor louva a Leví, por não ter carecido nenhum estímulo extra para honrar a Deus, bastando Seu Santo Nome, em tempos de paz; “Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e eu lhas dei para que temesse; então temeu-me, e assombrou-se por causa do meu nome.”Mal; 2:5

Em nosso tempo, a palavra adorar foi diluída em seu significado, de tal modo que, tem gente que adora novelas, chocolate, Luan Santana… enfim, gostar muito de qualquer coisa, é “adorar”.  Aliás, esse viés é explorado pela gravadora global em seu duplo sentido exposto no slogan: “Você adora, a Som Livre toca.” Bons tempos aqueles em que as músicas eram espirituais, não comerciais! Isso, além de embelezar a vera adoração, fazia delas veículos de profecias, basta ler os Salmos, para ver a qualidade musical e, sobretudo, a mensagem, da antiga adoração.

Verdade á que a Som Livre foi criada para produzir trilhas sonoras às novelas da Globo, grandes promotoras internacionais de  adultério, homossexualismo, e toda sorte de vícios. Será que a adoração em “espírito e verdade” não passa de mero produto, no qual até o ímpio investe uma vez que dá lucro?

Ao desaconselhar essa mistura, de uma fonte verter dois tipos de água diversos, Tiago tinha em mente apenas a pureza dos santos em seu falar, de modo que os ímpios pilotarem nossas coisas espirituais, não tem nada a ver; enfim a idéia de separar o Santo do profano caiu, e todos os meios são válidos, desde que o evangelho seja o fim?

 

Acontece que o sucesso de mídia faz dos evangélicos um fim, são promovidos, pois a gravadora precisa vender, e nossa geração “adora”. Não estou julgando pessoas, mas, estimulando reflexões, afinal, as coisas santas em contato com as impuras, absorvem impureza, antes que santificá-las. “Se alguém leva carne santa na orla das suas vestes, e com ela tocar no pão, ou no guisado, ou no vinho, ou no azeite, ou em outro qualquer mantimento, porventura ficará isto santificado? E os sacerdotes responderam: Não. E disse Ageu: Se alguém que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam, dizendo: Ficará imunda. Ageu 2:12-13

 

 Não estou apregoando uma separação farisaica onde evitamos contato com pecadores, até porque também o somos; apenas, desconfio que estamos tentando edificar com meios espúrios, o que evitaríamos com o devido zelo. Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do SENHOR.”  Is 52; 11

 Quando ímpios apareceram em meio ao projeto para restaurar a Jerusalém, Neemias optou pelo zelo de Deus, mesmo custando aberta adversidade; “…O Deus dos céus é o que nos fará prosperar: e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém.” Nee; 2:20. Afinal, deve haver alguma gravadora séria, além das empresas góspeis, direcionadas para denominações de “bispos” e “missionários” do momento.

A pureza é a capacidade de contemplar a mácula.”   Simone Weil

O filho pródigo do diabo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Certo príncipe tinha muitos filhos, na verdade não eram legítimos, ele os seqüestrara há muito tempo, e gostava de ser chamado de pai. Era cheio de posses, dava a seus “filhos” prazeres de todo tipo, vícios, libertinagem, com a única condição que obedecessem e servissem sempre. Viviam sujos e sem esperança de cambiar de sorte, mas seu “pai” insistia em dizer que eram felizes. Promovia toda sorte de distração de modo que nem tempo para se lavar, eles tinham.

Certo dia, de ressaca da vida dissoluta que levava, um deles ouviu falar de uma fonte pura, onde toda sujeira seria limpa, e até os prazeres seriam purificados. Isso mexeu com seu pensamento; falou a um ou dois de seus irmãos que zombaram dele e disseram que a fonte era apenas uma prisão, a castração da alegria, não estava com nada, seu pai ensinara isso desde pequenos.

Ele continuou inquieto, pois, via pelas ruas alguns que bebiam da dita Fonte e eram limpos, saudáveis e pareciam felizes, nunca de ressaca… Por um instante sentiu desejo de conversar com um daqueles e saber como eram, de fato, as coisas. O príncipe quando soube ficou furioso, mandou que o  servo fosse cercado de conselheiros e guarda-costas, de modo que, se não fosse desencorajado pelos conselhos, deveria ser, por ameaças.

Sempre que podia, ele conversava com os que bebiam da Fonte Eterna (assim chamavam), e quanto mais ouvia sobre a água pura, mais sede sentia. Um dia, não resistiu; decidiu enfrentar a tudo e a todos, fugiu dos guarda-costas, desprezou os conselheiros de In mundo, e foi conhecer a famosa Fonte.

No começo sentiu-se mal, indigno, sujo. O Rei, dono da Fonte, mandou seus servos dizerem que não tinha importância, que ele era bem vindo ali, e que seu Mordomo-Mor, Espírito Santo, estava disposto a ajudar se ele quisesse se lavar. Aquilo mexeu com seus sentimentos, mas, lembrou dos prazeres de In mundo, dos conselhos que desencorajavam e das ameaças dos guardas, e foi embora sem aceitar o convite do Rei, que o queria adotar.

Desde então, suas angústias só fizeram crescer; as promessas do Rei soavam verdadeiras, como eram presentes as ameaças do príncipe de In mundo, que já pensava em matá-lo, para que não fosse embora de vez. Vez por outra se pegava ouvindo as palavras dos servos do Rei, que prometiam prazeres verdadeiros e eternos, além de limpá-lo por inteiro. Vencido por inexplicável sede, um dia, voltou à fonte.

Foi recebido com o mesmo amor, e as promessas do Rei foram renovadas. O mesmo anseio interior o moveu, e como que puxado por uma mão invisível, mergulhou. Suas próprias lágrimas de alegria pareciam lavá-lo, e, realmente, em um momento, sentiu-se limpo. Aprendeu que sempre pertencera àquela família, apenas fora seqüestrado pelo príncipe de In mundo, e agora, estava de volta ao lar. O Rei designou um guardião para proteger seu filho contra conselhos e ameaças dos servos do príncipe.

Mas, nem tudo era festa no reino Eterno. Era preciso estudar as leis do reino, treinar uma postura excelente para um dia estar apto a viver na corte. Sempre que podiam os conselheiros de In mundo acenavam com seus sujos prazeres em contraste com a disciplina do Reino, pra convencerem o agora fiel, a voltar à antiga vida. Às vezes ele se esquecia de beber Água da Vida, ou de se lavar para deitar, e uma pequena porção de sujeira já trazia saudades de In mundo.

O guardião do Rei o protegia de ataques, mas deixava ir onde quisesse, fazer suas escolhas; era ordem do Rei, que todos seus filhos fossem plenamente livres. Cada vez que esquecia de se lavar, tendia a aproximar-se de antigos amigos, que sempre o convidavam para suas festas impuras, e seus prazeres doentios.

Continuava freqüentando o castelo do Rei, mas sempre dava uns passeios nos arrabaldes saudoso da antiga vida. Nessas idas e vindas, um dia esqueceu o cantil e bebeu de novo nas fontes do príncipe. O guardião disse: Voltemos ao castelo que o Rei te vai perdoar. Mas os conselheiros do príncipe insistiram que ele voltasse a antigas festas, que era muito mais fácil que a disciplina do Reino. Vencido em sua alma, desistiu de retornar ao castelo e voltou a antigos ambientes; não viu mais seu guardião.

O príncipe quando soube de seu retorno mandou que ele fosso atribulado, algemado aos vícios na masmorra da depressão. Além desses castigos, bobos da corte zombam repetindo as promessas do Rei dos reis, que ele desprezou…

Sabor de “profeta velho”

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

 

 E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe).” 1 Reis 13:18

 

O anônimo profeta vindo de Judá cumprira com perfeição a ordem do Senhor. Entregara a dura sentença ao apóstata rei Jeroboão, e assentara-se sob uma árvore para repousar. Mas, o novo “ungido” trouxe uma “circular” Divina onde se anunciava mudança de planos; o que fora vetado ao profeta, agora era franco. Poderia comer e beber que não ia dar mais nada.

Os caçadores de “contradições” bíblicas dizem que, por um lado, Deus afirma que não muda, por outro, mudou, no que se refere ao juízo de Nínive, por exemplo. Ora, quando o homem muda sua postura, necessariamente Deus muda o juízo, uma vez que não abdica de seu amor pela justiça, bem como seu ódio pela iniqüidade. Ele mesmo deixa claro isso; No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,  se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.” Jer; 18:7-8

 

Agora, no exemplo supra, Deus, depois de ordenar expressamente que o profeta entregasse seu juízo e fosse por outro caminho, diverso do que viera, sequer deveria comer ou beber naquele lugar, para patentear a aversão do Senhor de modo simbólico; nesse caso, o “anjo do senhor” teria alterado a ordem mediante outro profeta? Ora, quando o rei reagiu com soberba mandando prender o homem,  Deus fez secar sua mão e paralisar seu braço, de modo a assinar o que mandara dizer no tocante ao rei, agora estaria tendo novas idéias? Admirável ingenuidade do profeta novo!

Uma tendência humana é a auto-indulgência de modo a pensar que Deus seria severo com outros, e tolerante conosco; Jesus ensinou diferente: “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” Mat; 7:2

 

 Fora a higiene espiritual da nação que movera a mão de Deus, então, estaria tão interessado no bem estar do enviado a ponto de se contradizer. O irônico foi que o profeta velho foi o “novo”, o portador da nova opinião “de Deus”; o que fez o incauto mensageiro descumprir o que recebera e cuidar de seu ventre em prejuízo de seu espírito. Consumada a desobediência, o mesmo mentiroso foi convocado pelo Espírito de Deus, a dizer a verdade e anunciar o juízo de morte ao imprudente.

Ele poderia usar essa credencial como “testemunho” para arrecadar ofertas para seu ministério, afinal, falou e Deus cumpriu; mas, permanece o fato que era um mentiroso, e traiu seu irmão a ponto de lhe causar a morte. Claro que essa parte ele não mostraria no seu programa de TV, só a profecia e o funeral do infeliz do traído por ele.

 A Palavra jamais menciona recompensa ou julgamento a partir dos dons, antes, sempre refere-se aos frutos. Diariamente milhares de incautos desfilam na telinha falando dos dons dos “profetas velhos”, enquanto em paralelo, suas indisfarçáveis motivações mercantis mostram descarada ausência de caráter em suas fuças, e verdade em seus ensinos.

 Aliás, isso de trocar a mensagem da cruz pela satisfação pessoal foi vaticinada por Paulo, na verdade, identificada, já em seus dias. “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.” Fil; 3:18-19 Os “anjos” que instigam aos “profetas velhos” de hoje, provêem de caminhos diferentes  que os servos do Senhor.

 Já é uma falta de identidade espiritual o crasso culto às personalidades góspeis de hoje, mas, mesmo que tivessem ante O Senhor a estatura que figuram aos cegos que os paparicam, não estariam autorizados a cambiar uma vírgula do que foi dado, o que o mesmo Paulo advertiu: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”Gál. 1:8 Jesus tratou dos pecados de um paralítico antes de pensar em sua saúde, para evidenciar que para Deus, nossa pureza importa mais que nosso prazer e bem estar. Qualquer ensino que inverta isso, é fraude com sabor de “profeta velho”.

"É sem dúvida mais fácil enganar uma multidão do que um só homem." (Heródoto)

A terraplanagem de Deus

domingo, 9 de outubro de 2011

  Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará.” Isaías 40:4

 

Essa era a mensagem que deveria apregoar a “voz do que clama no deserto”. A primeira idéia, de elevar as depressões e abater os outeiros, é a figura de uma terraplanagem, onde se nivela tudo para lançar a base de nova construção. Seria isso que tinha em mente o profeta inspirado?

Na verdade, o Senhor vaticinou a destruição do templo, e ensinou que a adoração buscada pelo Pai, é “em espírito e verdade.” A essência, é o sine qua nom, antes que suntuosos edifícios. Os “vales” dos dias de Jesus eram os socialmente rejeitados, prostitutas, ladrões, publicanos, pecadores; enquanto os religiosos pretensiosos, os “montes”. Basta apreciar como o Salvador tratou a samaritana, a adúltera, Zaqueu, Mateus, para ver como elevou os excluídos. Estendeu-lhes a mão e os guindou ao plano da possibilidade.

Por outro lado, observando suas veementes reprimendas aos Fariseus e Saduceus, chamando-os de víboras, sepulcros caiados, hipócritas, desfez em pó os montes, apontando a humilhação como sua inelutável necessidade. É compreensível que fica mais fácil ao rejeitado receber uma dádiva, que àquele exaltado que carece humilhar-se ao encontro da mesma. Visto isso, Jesus considerou os “vales” mais ditosos que os “montes”. “…Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer. Mateus 21:31-32

 

As montanhas que incomodam aos neoapóstolos são a pobreza, o desemprego, enfermidades, de modo que, diariamente “determinam” que se façam pó. Afinal, o Mestre ensinou que a fé remove montanhas. Além da pretensa justiça própria, quais montes incomodam a edificação de Deus? “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. Provérbios 6:16-19

 

Além da terraplanagem social, onde todos são confrontados com as mesmas condições salvíficas, temos montes interiores, que a fé na Palavra obra a remoção.

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.” Salmos 84:5

Vez por outra, deparamos com novos patroleiros nivelando tudo em análises superficiais e generalizações injustas. Um gospelcrápula faz mau uso do dinheiro, ao invés de avaliarem tal postura específica, atacam a instituição do dízimo como algo superado, desnecessário. Há muita gente decente e muitos pobres assistidos mediante essa fonte, e quem quiser ver mostre um mínimo de interesse em conhecer a realidade antes de disparar seus canhões.

Os maus não fazem esse ensino, um mal. Ministros de renome ensinam heresias, e os analistas declaram a igreja como instituição falida; aí, fundam a igreja dos sem igreja. Propõem-nos uma tríade ante a qual devemos optar; os incautos iludidos, os Blogueiros revoltados, ou os esclarecidos individuais…

Ora, eu posso ser igreja sem ser incauto, ser Blogueiro sem ser revoltado, esclarecido, sem ser individual. Mais, ensinar o dízimo sem mercadejar bênçãos, manter o não dizimista na comunhão, deixando o juízo a Deus. Quem disse que eu preciso quebrar tudo e adotar nova bandeira?  Nem todos os que congregam em redis presumidamente sérios são santos, como também, o fato de haver heresias em certos ensinos de líderes renomados, não faz, necessariamente, todos seus seguidores, gente não salva. Para efeito de juízo, Deus trata com o indivíduo, não com a massa. Prestam engajado desserviço os “reformadores” pós-modernos, quando julgam o soldado romano pela sandice de César.

Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado.”   Platão

Fuja dos “cavaleiros templários”

sábado, 1 de outubro de 2011

 

 “Porque assim diz o SENHOR à casa de Israel: Buscai-me, e vivei.
Mas não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba, porque Gilgal certamente será levada ao cativeiro, e Betel será desfeita em nada.” Amós 5:4-5

 

 A idéia de associar a adoração ao Senhor, apenas, não a um lugar de culto, foi ensinada bem antes dos dias de Jesus, como mostra o texto de Amós. Betel, Gilgal, e Berseba, eram lugares reputados sagrados, dados eventos passados neles ocorridos.

  Em Gilgal havia uma coluna com doze pedras que foram retiradas do leito do rio Jordão, que fora aberto por Deus para Israel passar, nos dias de Josué.  “E as doze pedras, que tinham tomado do Jordão, levantou-as Josué em Gilgal.” Jos 4; 20  Em Berseba, cuja palavra significa “poço do juramento”Abraão fizera um pacto com Abimeleque, dando-lhe sete cordeiras como prova que ele cavara o poço do lugar, algo muito disputado então. E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.  Por isso se chamou aquele lugar Berseba, porquanto ambos juraram ali.” Gên. 21:30-31

 

  Em Betel aconteceu o notável sonho de Jacó, de uma escada que tocava os céus, sobre a qual, subiam e desciam anjos de Deus. “E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;” Gen 28; 12 Em face desses acontecimentos, os sítios se tornaram lugares “sagrados”, ante Israel, embora não fosse  intenção de Deus. “Buscai-me e vivei”, ensinou.

 Os samaritanos fizeram do monte Gerizim, de onde foram proferidas as bênçãos nos dias de Moisés, outro lugar de culto. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” João 4:20 A Samaritana apresentou a questão a Jesus, que mais uma vez dissociou a adoração, de lugares, e ensinou o modo que importa, aos olhos de Deus. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” João 4:22-23

 

 Hoje, denominações, líderes midiáticos e seus majestosos templos, são os lugares de culto, que furtam ao Senhor. Carecemos rebuscar a mensagem de Amós, por duas razões: primeira, a mesma de então; a salvação está no Senhor, não em lugares; segunda, aqueles lugares são tipos proféticos que apontam para o Salvador.

 O Jordão se “abriu” quando em suas águas Jesus Cristo se identificou com nossas misérias, e, sendo batizado, entrou para “nosso time” e venceu. As doze pedras do testemunho, os apóstolos que escolheu, para legar sua doutrina. Eis a mensagem de Gilgal! Os sete cordeiros em testemunho da “fonte de Abraão” foram alistados por Isaías, como a plenitude espiritual de Cristo. “E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.” Isaías 11:2 Ele é a Fonte Eterna, “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”  João 4:14 sobre a qual, Deus fez seu juramento; “Jurou o SENHOR, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque”.  Sal 110; 4  Aqui está a “profecia” de Berseba!

  Quanto a Betel, a escada que Jacó viu que tocava aos céus, Ele mesmo ensinou: E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” João 1:51 Cristo é a promessa de Betel, a escada sobre a qual anjos sobem e descem, eis seu cumprimento!

 Em suma, antes que usurpar bens do povo para construir mega-templos, cumpre edificar vidas, mediante o conhecimento de Deus na face de Cristo, Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.” Col 2:2-3  Fujamos pois dos novos “cavaleiros templários” os ganhadores de alma$, e repousemos na suficiência de Jesus Cristo.

"O sábio envergonha-se dos seus defeitos, mas não se envergonha de os corrigir." (Confúcio)

Davi no divã. Que rei sou eu?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

 

 Bem, tudo começou num dia que eu apascentava as ovelhas, e um empregado chegou dizendo que Samuel, o profeta, fazia questão de minha presença; disse que não comeria enquanto eu não fosse. Tive que ir. Não foi que quando cheguei, o homem derramou óleo sobre mim e disse que Deus me escolhera para ser rei?

- E você? Inquiriu o psiquiatra cristão.

- Não levei muito a sério, nem em casa eu apitava. Continuei no campo com as ovelhas. Um dia estourou uma guerra com os Filisteus; meus irmãos se alistaram, eu não pude. Era jovem demais e tinha mais a fazer. Passados quarenta dias, papai mandou que eu levasse comida aos meus e trouxesse novas da peleja. Lá que eu soube que a batalha inda não tinha começado. Um brutamonte desse tamanho desafiava a qualquer dos nossos, propondo um duelo, no qual, quem vencesse, dominaria, sem batalha. Vendo aquilo me deu uma raiva, um ataque de zelo, pois o sujeito ofendia até ao nosso Deus. Peguei minha funda, cinco seixos, e encarei a fera. Acertei na cabeça de primeira, e fiz o resto com a espada dele mesmo.

- Palmas pra Jesus! ( interferiu o soares)

- Depois da batalha que vencemos, fui levado ante o rei, um cara estranho, ora parecia gostar de mim, outra, ter ciúmes.  Tempos depois fui chamado para tocar harpa pra ele, coisa que eu fazia bem, modéstia à parte, parecia  acalmar um monstro quando eu dedilhava. Fui bem sucedido noutra lutas. Mas, o rei queria me matar, pois tinha medo que eu tomasse o lugar dele. O filho dele gostava de mim, mas ficou no palácio quando tive que fugir. Muitos marginais que ele queria prender se juntaram a mim, formamos um pequeno exército proscrito. Duas vezes tive ocasião de matar o rei, mas tive medo de desagradar a Deus.

- Você precisa ter fé inteligente, você é ungido, escolhido, sim ou nãããoo? Interveio o Macedo com sua voz em falsete.

- Na minha fuga de um lado pra outro, estive depressivo quando soube que muitos sacerdotes foram mortos por minha causa… – diabo, pega o que é teu e vai embooora em nooome de Jesus, eu te ordeno! (orou o Soares) Doença é do diabo, ensinou.

- Imaginem que em minha fuga acabei numa cidade inimiga, tive que me fazer de louco pra não morrer. – Vem pra cá Davi, pra Cidade Mundial, (disse sorrindo com ar de deboche, o Santiago), a mão de Deus está aqui.

- Essa manhã chegou um emissário dizendo que o rei foi morto na batalha de anteontem, e que muitos solicitam que eu suba a Hebron e assuma o reino. Como vocês são a liderança espiritual do país, quero vosso conselho. – Sim, suba, Deus é contigo. Mas, antes, faremos um ato profético tomando posse da terra. (aconselhou o Terranova)

- Mandaremos atalaias por toda parte, e quem sentir no coração, contribuirá com seu ministério. ( Garantiu o Soares)

- Vamos construir um majestoso templo com pedras importadas do Egito, você é o ungido de Deus, amém pessoal? ( o Macedo).

- Será uma maravilha do mundo, ocês vão vê. ( profetizou o Santiago abanando-se com o chapéu.)

Nesse momento surgiu Natã, o profeta, e disse que Davi de fato fora escolhido para reinar, mas não deveria construir o templo, pois derramara muito sangue.

A revolta foi geral. – Até quando essa derrota, essa miséria? Você tem que se revoltar. ( instigou o Macedo). – Eu determino que seja feito em nooome de Jesus. ( disse o Soares)  - Isso é inveja, intriga da oposição. Comprende o cô  tô Falando. (acusou o Santiago). O Terranova prometeu trazer uma caravana de apóstolos e fazer uma coroa simbólica para tomar posse da terra.  A essa altura, o psiquiatra cristão sugeriu que se fizesse o templo já que todos queriam, menos, o doido do Natã, mas antes, Davi deveria fazer uma regressão e pedir perdão por todo sangue que derramou nas guerras que lutou.

Davi não estava muito convencido que poderia contrariar a Palavra de Deus dada pelo profeta. – É isso que você quer? Andar fugindo pelas cavernas, tocando harpa pra endemoniado e se fazendo de louco pra não morrer? ( Perguntou o Macedo) – Você deu um show de fé na luta com o gigante, não vacile agora. ( Encorajou o Soares)

- A mão de Deus está nisso, não dê bola pra inveja, ( o Santiago ). – Vou começar com uma grande oferta para dar exemplo. ( o Terranova, levando a mão ao bolso.)

O mutirão se fez espontâneo. O Macedo ofereceu sua cáfila para transportar as pedras do Egito; o Soares começou uma campanha de patrocinadores, o Santiago mandou forjar os martelos com os quais as pedras seriam lavradas, o terranova encarregou-se do ato profético inaugural, e o psiquiatra foi em busca de seu pêndulo…

Davi evadiu-se do ambiente macambúzio, pensando: isso não pode estar certo, Rei é Deus, nosso papel deveria ser cumprir o que Ele ordena. Que rei sou eu se O troco por um conselho de ímpios?

No cômodo contíguo Natã genuflexo chorava, aos pés do Rei dos Reis…

A espantosa necessidade do livre arbítrio

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

 

Deparei com um texto ensinando que o livre arbítrio foi uma maldição, uma invenção do diabo. Grande argumento! Basta diabolizar o que discordo e estarei sempre certo. A primeira inverdade que identifico em muitos textos calvinistas é que seus opositores crêem na salvação pelas obras. Não lembro ter lido nada que pleiteie mérito humano no que tange à salvação.

Ponderam com acerto que sem Deus, estamos espiritualmente mortos. Em cima disso questionam: “pode um morto fazer escolhas”?  A resposta óbvia é, não.  Entretanto, há uma anomalia nessa interpretação que equaciona morte espiritual com morte física. Enquanto essa significa deixar de existir, aquela equivale a romper relação com Deus.

  A metáfora do novo nascimento é levada ao pé da letra, como se estivesse sendo criado um espírito, quando na verdade, um inimigo está reconciliando com Deus.  “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” II Cor 5; 19

Isaías fala da briga e separação; Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; …” Isaías 59:2  Essa separação foi a “morte” e a reconciliação via Cristo, a vida. A espécie humana está tão habituada ao pecado que sequer reconhece isso na maioria das vezes. A mensagem de Jesus visa ensinar  que existe possibilidade de retornar a Deus.

 Mais ou menos como Jorão o adorador de baal ante Eliseu, que disse que deveria procurar sua turma; “E disse Eliseu: Vive o SENHOR dos Exércitos, em cuja presença estou, que se eu não respeitasse a presença de Jeosafá, rei de Judá, não olharia para ti nem te veria”. II Reis 3; 14 Deus só nos recebe em consideração a Jesus.

 O diabo não criou o livre arbítrio, apenas foi o “profeta” cuja mensagem instigou o mau uso do mesmo.  Sem arbítrio desaparece a possibilidade do amor e do pecado que são escolhas voluntárias. Como Deus é amor, e todo homem pecador, é uma necessidade espantosa.

Quando o Senhor diz: “Eu vos escolhi” ou “são poucos os escolhidos”,  não está aludindo a uma pré-escolha, mas, a uma conseqüência da aceitação voluntária de Sua graça. Esses são “escolhidos”. “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” Rom 4; 5  Crer ajudados pelo Espírito Santo é nossa única “obra” nosso “mérito”.  “…: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.”  João 6:29

Mas a fé é um dom, dirão, certo, toda boa dádiva vem do alto, mas, mesmo assim Paulo exorta a buscar os dons o que demanda certa “obra”, e ao que está em pé, que não caia, o que exige escolhas.

Além disso, as implicações da pré-escolha são alarmantes. Deus mandaria convidar mil pessoas para uma festa que só cabem cem; isso O faria falso. Galardoaria muitos que não escolheram isso, o que não seria problema nenhum, se, não deixasse de fora milhões com os mesmos “méritos”.

  Além disso, puniria pelas escolhas erradas aos que não poderiam ter feito diferente, isso o faria injusto. Abraão pensava diferente; “Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” Gen 18; 25 Ordenaria ainda um trabalho inútil, mandando pregar onde não há escolhidos; seria um desperdiçador do nosso trabalho. “…vosso trabalho não é vão no Senhor.” I Cor 15; 58

   Ora, a salvação é graça porque foi aberta uma porta que nem podíamos nem merecíamos, mas segue o fato que ninguém será salvo se não entrar por ela.  Além de tudo, Jesus seria um falso mestre, pois, atrelou a salvação a predicados quando já estavam escolhidos os sujeitos.  “…Todo aquele que nele crer…”  “quem ouve minhas palavras e crê naquele que me enviou…” “o que ouve e pratica…” etc.

Claro que “nossas” obras derivam da presença do Espírito Santo, que, contrário ao inimigo, não invade; não existe “possessão” benigna.  Ele opera para nos convencer a abrirmos a porta do coração para o Salvador; feito isso, passa a habitar em nós e nos capacita às melhores escolhas, sem vetar, contudo, que ainda busquemos ao pecado.

Na minha modesta opinião, a crença no livre arbítrio não faz os homens parecerem melhores que são, antes, a doutrina da pré-escolha atribui falsidade, injustiça, e imperfeição tanto a Deus Pai, quanto a Jesus Cristo. Se eu tiver que errar, prefiro mil vezes fazer isso relativo ao homem e seus atos, que a Deus e sua pessoa Bendita. “De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado.” Rom 3; 4

Quando Ele afirma que endurece a quem quer o se compadece de quem quer, apenas expõe sua soberania dizendo aos judeus que trata aos gentios como quiser e vice-versa, sem significar que queira ser injusto. A salvação, pois, quanto ao mérito é graça, quanto ao método, fé, e à sua manifestação, obras coerentes com a palavra na qual se crê; “…mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” Tiago 2; 18 As conseqüências derivadas das escolhas humanas são patentes e Deus não brinca com suas criaturas.

“Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR:
Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão.
Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos.
Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá.
Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal.
Prov; 1:29-33

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://ofarol.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.