O FAROL

Defesa da fé, opinião… a Palavra de Deus o meio, as pessoas o fim. Contatos sanleon21@hotmail.com Leonel Eliseu Valer dos Santos

30.8.14

Aviso Importante

 

Caros amigos que me honram com suas visitas;

Recebi um aviso que o Terra Blog sairá do ar em 30 de Setembro próximo. Assim, criei outra página no Blogger onde farei novas postagens e levarei algumas daqui, para fazer a transição gradual nesse mês que resta. Vocês que me leem nesse espaço, gostaria de continuar recebendo-os, lá. Eis o endereço !  http://ofarol21.blogspot.com.br/  Obrigado pela compreensão, abraço. Leonel

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A menina e a metralhadora

“Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe,” Prov 1; 8  

O preceito que submete filhos aos pais deriva de dois pressupostos lógicos. Primeiro: Os pais amam seus filhos; segundo: Sabem o que é melhor pra eles. Todavia, nem sempre as lentes pelas quais os pais veem a vida são suficientemente diáfanas. E uma visão baça pode ensejar manifestações doentias de amor.

O mundo está chocado com o “acidente” num stand de tiro no Arizona, USA, onde, uma menina de nove anos atingiu seu instrutor na cabeça, quando aprendia atirar com uma metralhadora Uzi; tudo, devidamente filmado pelos pais. Eu coloquei acidente entre aspas, pois, uma arma de tal potência, capaz de disparar rajadas em velocidade espantosa, sair do controle de uma frágil criança é bem previsível, não, acidental.

Não me deterei, por ora, na insanidade dos pais que patrocinaram essa loucura. Mas, numa distorção comum alimentada pela maioria, que o problema não está em nós, mas, nos outros. Dessa concepção  derivam  posturas que, errando o diagnóstico, naturalmente erram a receita. Se meu problema básico está em mim, preciso disciplina, ajuste, domínio próprio, humildade. Mas, se está no outro, careço proteção, poder para resistir à maldade alheia. Se puder fazer MMA, tiro, toda sorte de defesa pessoal, mais seguro serei.

O enfoque bíblico é preciso: “Educa a criança no caminho em que deve andar; até quando envelhecer não se desviará dele.” Prov 22; 6 A ideia é que a vida em sociedade nos faz devedores “à priori”; digo; entramos em cena devendo, em face às leis e regras estabelecidas antes de nós. Dado que nossa inclinação tende sempre ao mal, a disciplina acaba sendo uma necessidade.

Não que a maldade dos outros não seja  problema; mas, na maioria das vezes, que eu posso evitar. “Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites.” Prov 1; 10 Aqui temos um exemplo da sedução dos outros, mas, a decisão ainda é do um. Claro que a disciplina demanda o consórcio do ensino. Como evitar convite de pecadores sem ideia do que seja pecado?

Essa concepção que somos basicamente bons, a culpa é do sistema, da sociedade, do trânsito, enfim, do outro, permeia nossa cultura. Atentemos à campanha política! Os problemas estão todos do outro lado; as soluções do lado de cá, portanto, vote em mim! Isso é um vívido retrato de nossa vida moderna.

O egoísmo que nos leva a esperar o que não oferecemos é causa de muitos divórcios, inclusive. Todos esperam e cobram que seu cônjuge seja melhor, mas, quantos ousam tentar ser melhores em atenção à outra parte? Muitos casamentos não passam de stands de tiro onde os desajustados treinam para destruir melhor a próxima relação, ainda que nem percebam.

A Palavra de Deus jamais usa essas psicologices que transferem a culpa; antes, coloca o dedo na ferida; aponta o culpado. “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o Senhor.” Lam 3; 39 e 40 Se os desvios são nossos, natural que o conselho seja que analisemos nossos caminhos.

Isaías propõe uma troca pelos caminhos de Deus. “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor,…” Is 55; 7 O Salvador começou Seu apelo pelo mesmo prisma; “…Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Luc 9; 23

Mas, um modo de vida arraigado, que caminha conosco desde sempre pode ser assim abandonado? Afinal, gostamos do novo, a título de curiosidade, não, quando nos afronta. É. O Salvador também pensava assim. “Não se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.” Mat 9; 17 O vinho novo de Sua doutrina demanda odres novos que chamou “novo nascimento”.  Aquele vetusto acostumado a ver apenas a maldade dos outros precisa ficar na cruz; feito isso, somos conduzidos em disciplina pelo Espírito e pela Palavra.

Qualquer um que mencionar nossa bondade inata, ou, ausência de culpa, logo identificaremos como enganador. Desde recém nascidos somos treinados no manuseio de uma Espada Poderosa, cujo alvo é a mentira. “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” I Ped 2; 2

Erros alheios convém evidenciar com a luz de nosso testemunho, bom porte, não, com a insana metralhadora da acusação. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam…” Mat 5; 16

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29.8.14

Os sinais e a Pedra de Tropeço

“… O Senhor da vinha… destruirá os lavradores; dará a vinha a outros. Ainda não lestes: A pedra, que os edificadores rejeitaram, foi posta por cabeça de esquina; isto foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?” Mc 12; 9 a 11

Para diversos enviados do dono da vinha recusaram a entregar os frutos. Aí, a sentença: Seriam destruídos e a vinha entregue a outros. Nas mesmas bases que Israel, a igreja deve frutificar; digo; ser edificada sobre a mesma Pedra, Cristo.

Pedro ilustra a responsabilidade da filiação: “se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação,” I Ped 1; 17 Diz mais: “… Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; quem nela crer não será confundido. Assim para vós, que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, foi a principal da esquina; uma pedra de tropeço, rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes;” Cap 2; 6 a 8

Associa tropeçar na Pedra com, na Palavra; equivalendo a  ser desobediente. Sim, tanto para Israel, quanto para a Igreja, a Palavra é um desafio à obediência; não o ponto de partida para um “Brinstorming”, onde cada um opina para ver onde chegam. Qualquer desvio, não importa o rótulo; liberalismo, flexibilização, inclusão, modernismo, não passa de tropeço.

Quem lê a história de Israel no Velho Testamento presto identifica quanto é serio pertencer ao Senhor. Proporcionais aos privilégios caminham responsabilidades. Coisas ditas aos Judeus, Pedro transporta à igreja. “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” Cap 1; 16

Todavia, cumprido o “tempo dos gentios” a graça salvadora volta a buscar aos de Israel; Paulo ensina: “Digo: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas, pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!” Rom 11; 11 e 12 Ele parece se contradizer. Primeiro pergunta se tropeçaram de modo a cair, e responde que não. Depois sintetiza o argumento baseado na queda de Israel. “Sua queda é a riqueza do mundo…” 

O que ele defende é que a rejeição de Israel foi circunstancial, não, cabal. Que findo o tempo dos gentios, a graça volverá a Sião. “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo: que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.” Rom 11 25 e 26

Os sinais do céu apontam que esse tempo está à porta. Enquanto a igreja professa, em sua imensa maioria segue tropeçando na Palavra com seu modernismo apóstata, o vento do Espírito volta-se aos Judeus.O Rabino Itzak Kaduri revelou o nome do Messias antes de Morrer; Yeoshua. Causou espanto, mas, inquietações também.

Os eclipses lunares durante as festas judaicas, que sempre foram sinal para Israel estão acontecendo; as tensões no Oriente Médio fervem como nunca. Certo que o homem do pecado, o enganador que fará um pacto de paz por sete anos deverá surgir primeiro; Contudo, necessário se faz que surja num cenário onde a paz é mui desejada, como agora.

Como os “escolhidos” da Igreja não será possível enganar, há escolhidos em Israel que identificarão seu Messias Verdadeiro, e resistirão ao falso. Uma espera milenar será satisfeita e o endurecimento desaparecerá. “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; olharão para mim, a quem traspassaram;…” Zac 13; 10 

Ironicamente os gentios receberam o Reino em Cristo em tempo de apostasia de Israel; a graça retorna aos Judeus em dias de apostasia da Igreja. Se Israel foi acusada de “frutificar para si” muitos líderes eclesiásticos atuais não fazem melhor que isso; enriquecem enquanto roubam almas. Aqueles mataram o Herdeiro; esses reiteram. “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” Heb 6;4 a 6

Não haverá novo emissário buscando frutos, só o juízo. “Mas a ( terra )que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.” V 8

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28.8.14

“Yo no soy Marinero”

“Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições.” Heb 10; 32

Os Hebreus, destinatários da epístola estavam  enfraquecendo em sua fé, e o autor evocou como encorajamento a ousada entrada aos caminhos da fé para desafiá-los a manter a mesmo confiança até o fim.

Costumamos dizer que, quem não aprende com o passado tende a repetir erros. Acontece que o fenômeno Marina Silva redefiniu os rumos da corrida eleitoral. Se, Eduardo Campos, tragicamente falecido, não apresentava índices animadores nas pesquisas, Marina aparece como possível vencedora no segundo turno.  Dada a relevância disso, acho que convém pensar um pouco sobre o assunto.

Quem é Marina? Que ideias defende? O que significaria uma eventual eleição dela? Sabemos que a dita sustentabilidade, um viés ecológico norteou sua carreira política chegando a ser Ministra do Meio Ambiente no Governo Lula. De origem humilde, fé evangélica, oriunda de um Estado economicamente pouco expressivo, o Acre, conta com a simpatia de grande parcela do eleitorado; sendo que já fez votação expressiva quando concorreu pelo PV. 

Costuma falar com certo desdém dos partidos, e de práticas que define como “velha política”, pretendendo, assim, ser uma alternativa inovadora. Não gosto do “novo” que chama atenção para essa “novidade”, pois, todos, mesmo os que estão há doze anos no poder falam em “continuar mudando”. A sacrossanta ideia de novidade permeia até escopos bem velhos, pois. 

Na entrevista de ontem no Jornal Nacional, William Bonner questionou isso. Os fortes indícios de caixa dois no caso do avião do PSB,  a composição emergencial de uma chapa com Beto Albuquerque com o qual tem divergências, sobretudo, na questão dos transgênicos e  pesquisas com células-tronco. Enfim, se usam recursos de origem nebulosa, e compõem uma chapa heterodoxa, por interesse, em quê diferem da “velha Política”. Ela enrolou e não soube responder.

Na verdade, o novo quando surge, o faz espontâneo como a erva no telhado. 

Eu comecei essas considerações dizendo que deveríamos aprender com o passado; isso de alguém carismático se eleger sem estrutura partidária tem, ao menos, dois precedentes: Jânio Quadros e Fernando Collor. O primeiro renunciou, o segundo, foi deposto.  

Ademais, ela fala coisas contraditórias para quem pretende gerir uma nação complexa como o Brasil. Por um lado, recusa-se a subir em palanques estaduais onde teria que os dividir com PSDB ou PT. Lembra uma música cá do sul que diz: “Nego bom não se mistura.” Porém, questionada sobre a composição de um eventual governo diz que vai trabalhar com os “bons” de todos os partidos, incluindo os  que rejeita se aproximar no palanque.

Ora, é precisamente esse “ecumenismo” que mistura cobras e lagartos no mesmo espaço, o toma lá dá cá ; a fisiológica troca de favores que faz a velha política.Assim, ela pretende destronar? 

Ela é de origem humilde, eu sei; Lula também era antes de enriquecer via corrupção; de modo que essa credencial não me serve. Ah, mas é evangélica também. E Daí? A escolha é para gerenciar um país continental, não, para ir para o Céu. Essa pertence ao Eterno.

Ademais, não gosto de pretensas frases de efeito que nada dizem de objetivo, consistindo-se apenas num meio de se evadir às questões práticas. Prefiro posições claras, como assume Aécio; Armínio Fraga será seu Ministro; reduzirá para 24 os ministérios em vez de 39 como hoje; pretende recadastrar o “Bolsa Família” corrigindo distorções, respeitar instituições e oferecer segurança jurídica aos investidores, etc. Enfim, compromissos específicos, invés de generalidades.

O PT deu o que tinha que dar; roubou o que não tinha que roubar. Governar em consonância com os “bons” de lá, absolutamente não me interessa. Invés de zelarem pela ética, o decoro quando, eram a “nova política” em ascensão, fundiram Estado e partido, e fizeram das finanças públicas, “cosa nostra”. Ademais, interferem no STF, no TCU, para proteger corruptos amigos do rei; criaram o decreto PNPS que pretende “sovietizar” o país, e Marina se mostrou favorável.

Sob argumento de ampliar a democracia, vão reduzir aos militantes profissionais que formam tais conselhos, solapando direitos dos representantes legitimamente eleitos. Não me serve também.  

Mas, e se ela for eleita e fizer um ótimo governo?  Confesso que não me importo nem um pouquinho de estar errado, se isso acontecer. Porém, como estou me posicionando agora, opino baseado em fatos, e não gosto da postura de eleitor gozador que elege os Tiriricas da vida, como se, a gestão de nossa economia, sociedade, fosse assunto para palhaçada.

Não digo que ela é palhaça, mas, que muito dos votos que atrai são gratuitos, dos que acreditam estar mesmo rejeitando a “velha política”, quando ela mesmo assume que comporá seus ministérios com os tais.

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27.8.14

A “teologia” dos bárbaros

“Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.” Prov 24; 16 

No meio religioso costuma-se pensar que aquele que cai deixa de ser justo. Caiu porque se desviou do bom caminho. Sim, o julgamento do caráter a partir das circunstâncias é  comum no meio evangélico. Um hino antigo que denunciava essa visão  diz: “Se estou enfermo é porque estou em pecado…” 

Mais ou menos a “teologia” de R. R. Soares que baseado num verso de Isaías 53 onde diz que Jesus “Levou sobre si nossas enfermidades” conclui que um salvo não pode ficar enfermo; doença é do diabo.  Contudo, basta ler o verso seguinte para ver que tipo de enfermidades o profeta tinha em mente. “O castigo que nos traz a paz estava sobre ele…” Assim, as enfermidades em apreço tiram a paz com Deus, não a saúde. Claro que está falando de enfermidades da alma, pecados. 

Certo é que o Senhor curou  muitos e ainda cura em resposta às orações. Mas, também é certo que Epafrodito, Timóteo,  Paulo, tinham seus problemas de saúde e o Senhor não interveio.  De modo que, a cura física é uma possibilidade ao alcance dos fiéis, não, uma necessidade.

Todavia, a queda do justo refere-se a problemas com pecados mesmo; não há inferência que autorize concluir que se refere à saúde. Tanto é possível “cair” para consumo externo; digo, sofrer por causas alheias ao seu caráter, como Jesus, Jó e Paulo, por exemplo; quanto, os justos cometerem seus próprios deslizes.

Acontece que há pecados que são de conduta; outros, de princípio. Esses se referem aos valores que adoto como aceitáveis ante Deus. O pecado de conduta é, quando, num momento de fraqueza ou descuido atuo de forma a trair os princípios que  tenho como norteadores de meu agir.

Tomemos como exemplo o pecado da mentira. Baseado em muitos textos onde vemos que o Santo abomina essa postura, também eu, passo a adotar com um princípio, um modo de agir segundo Deus, que me faz justo no tocante a isso. Entretanto, por uma conveniência circunstancial, digamos que eu conte uma mentira. Cometi, assim, um pecado de conduta; conduzi-me contrariamente aos princípios que acredito, caí. Mas, presto me arrependo, confesso,  peço perdão; o Senhor misericordioso me levanta.

Todavia, os ímpios que acham a mentira um sinal de esperteza e fazem uso dela com frequência, “tropeçam no mal”. Desconhecem a Vontade de Deus por rebeldia, ignorância; assim, estão caídos e sequer percebem. “O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.” Prov 4; 19

Além disso, circunstâncias adversas podem ocorrer  fortuitas, sem culpa de ninguém. Como se deu com Paulo em Malta. “E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides,  pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão. E os bárbaros, vendo-lhe a víbora pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a justiça não o deixa viver.” Atos 28; 3 e 4

Essa era sua “teologia”; Paulo acabara de escapar de um naufrágio, em terra firme foi acometido por uma víbora venenosa.  É um assassino que os deuses perseguem para matar, pensaram. Contudo, “sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum mal. E eles esperavam que viesse a inchar ou  cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus.” VS 5 e 6

Nem uma coisa nem outra. Certo que Paulo tinha suas culpas pretéritas, mas, fora perdoado e comissionado por Cristo, de modo que não havia perseguição contra ele, exceto, dos judeus. Também, que foi Jesus que neutralizou o veneno da víbora porque era com ele, não que Paulo fosse  Deus.

A Bíblia ensina-nos a conhecermos os caracteres pelos frutos, não, pelas circunstâncias. Afinal, só quem sobe aos padrões elevados de Deus pode cair.  A consciência do que adota princípios ímpios está cauterizada, perde a sensibilidade espiritual como um bêbado perde a física. “Como  espinho que entra na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.” Prov 26; 9

Claro que um relapso que aos poucos deixa de ouvir aos reclames da consciência, acabará caindo de vez. O Homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.” Prov 29; 1

Por mais que incomode, pois, a denúncia de uma consciência viva labora para preservar nossa alma. “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.” I Tim 1; 19 A consciência acusa a queda; a boa índole reconhece a culpa; o arrependimento conduz ao que Levanta.

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26.8.14

O lado bom de ser ruim

“E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos. Entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus… disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, como teve misericórdia de ti. E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam.” Mc 5; 17 a 20

Temos aqui um contraste; os “lúcidos” pedindo que Jesus se afastasse; o ex louco querendo Sua companhia. O Senhor ordenou que anunciasse aos seus o ocorrido, o que, prontamente fez. Assim, os sóbrios regressaram à rotina indiferente; o restaurado se fez pregador.

O mesmo Senhor ensinou que, aprecia melhor a salvação, quem sente-se mais devedor ante Deus. “certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?  Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.” Luc 7; 41 a 43

Então, não é exagero afirmar que, quanto pior, melhor. Digo, o pecador mais visível, que, sequer pode disfarçar-se tende a aceitar a salvação mais facilmente que, outrem, ostentando certa justiça própria.  Essa “superioridade”  era a doença dos fariseus que se sentiam justos, enquanto o populacho não passava de amaldiçoado. “Creu nele porventura algum dos principais ou dos fariseus? Mas, esta multidão, que não sabe a lei é maldita.” Jo 7; 48 e 49 Alguns estavam impressionados com a fala de Jesus; os ruins; os “bons”, principais, não tinham se deixado enganar; sabiam a Lei.

Por sutil que pareça, temos aqui nuances do velho conflito entre razão e fé. Enquanto aquela monta sua equação entre os colchetes do mérito, essa, nada tendo a perder  recebe a graça proposta. Isso não é teoria psicológica, ou, teológica. Fato comprovado mesmo naqueles dias. “…Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça e não crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para  crer.” Mat 21; 31 e 32

É. Vendo a admissão dos maus, mais refratários ficam os “bons” à ideia de se misturar à gentalha. Acontece que classes sociais fazem certo sentido horizontal. Ante Deus estamos nivelados por baixo. Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” Rom 3; 10

A mesma Escritura, ( Lei e Profetas ) que os religiosos se orgulhavam por conhecer asseverava que seria assim. Que a mensagem do precursor do Messias seria uma “terraplanagem” nivelando todos. “Todo o vale será exaltado, todo o monte e todo o outeiro será abatido; o que é torcido se endireitará, o que é áspero se aplainará.” Is 40; 4 Os pequenos na sociedade como meretrizes e publicanos eram aceitos; ( exaltados ) e os montes, lideranças religiosas hipócritas, abatidos.

João Batista, o homem do machado fez muito bem seu papel. “E não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. Também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.” Mat 3; 9 e 10

Fora com a pretensão de santidade hereditária, mas, frutos!  E o primeiro da lista era o arrependimento, que os mais baixos produziram; e os “bons”, qual a figueira amaldiçoada contentavam-se com as folhas da presunção.

Em sua dura diatribe à teologia cristã, “O Anticristo”, o que mais irritava ao ateu Nietzsche era um trecho onde Paulo afirma que: “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;  Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele.” I Cor 1; 27 a 29

Não que haja pré escolhidos, mas, uma condição racionalmente “estúpida” chamada fé, sem a qual, nada feito. “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos é o poder de Deus.” V 18

Certo é que, a árvore da ciência produz seu fruto; mas, as questões pertinentes à vida, medram noutra Árvore. Os loucos sabem o caminho. “Bem aventurado o homem que acha sabedoria,  o homem que adquire conhecimento;… É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem aventurados todos  que a retêm.” Prov 3; 13 e 18

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25.8.14

O que fazes aqui “Elias”?

“Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria;  a outro, … a palavra da ciência;  … a fé; …  dons de curar; … operação de maravilhas; … profecia; … dom de discernir os espíritos;” I Cor 12; 8 a 10

Deparei com um vídeo promotor do ecumenismo. Nele, Tony Palmer, bispo anglicano, ( recentemente falecido ) foi mediador entre o Vaticano e lideranças protestantes da América. Disse que vinha “no Espírito de Elias, converter corações de pais a filhos e filhos a pais.” Nas entrelinhas insinuou que o Pai seja o Papa; os protestantes, filhos que devem se unir novamente.

Citou João 17,  Efésios 4 onde a unidade dos salvos é apregoada para embasar argumentos. Segundo ele, os “Protestos” acabaram em 2001. Se, o catolicismo defendia a salvação pelas obras e protestantes diziam que é pela fé, então, assinaram um documento conjunto onde reconhecem que somos salvos pela fé, mas, para a prática das boas obras.

Ok. É isso mesmo.  “Porque pela graça sois salvos por meio da fé; isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Ef 2; 8 a 10

Entretanto, baseado nisso concluir que não há mais razão para divisões, ou, “o protesto acabou” como ele afirmou é ignorância ou, desonestidade. Ele está morto, infelizmente, eu sei, mas, refiro-me ao “Espírito de Elias” que o animava e continuará sua obra usando outro meio.

Qualquer pessoa minimamente informada sabe que, Lutero fixou na porta da catedral de Wittemberg 95 teses, onde manifestava sua discordância em relação a Roma.  Entre as objeções, além das indulgências monetárias, o culto de imagens, os “mediadores”, a instituição do Papado e sua pretensa infalibilidade, etc.

Segundo ele, removendo pouco mais de um por cento das divergências o problema termina? Acontece, disse, que estava propondo uma união em espírito, não, doutrina. Assim, feito “em espírito” parece que fica sublime, superior; livre dessas invenções rasteiras que chamamos Doutrina; será?

Então, por que o texto acima onde alista os dons do Espírito Santo coloca no rol o dom de discernir espíritos? Óbvio; porque há espíritos enganadores. Em quais bases podemos discernir? “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;” Jo 4; 1 e 2

Como vemos no ensino de João, o espírito é identificado por sua confissão doutrinária sobre a pessoa de Cristo. Não há como separar a sã doutrina do Espírito Santo. Ele a gerou e ensina. Se, é veraz que o Salvador orou pela unidade dos salvos, também o fez, acerca dos termos dessa união. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17; 17

Santificação tem um quê de separação para Deus, mediante Sua palavra. Ecumenismo é união política conforme conveniências humanas, para não dizer, satânicas.

Também a unidade apregoada em Efésios repousa no mesmo valor. “Até que cheguemos à unidade da fé, ao conhecimento do Filho de Deus; a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” Ef 4; 13 a 15

Os unidos pelo Espírito discernem e evitam “ventos de doutrina” e seguem à verdade. Então, pretender fazer uma união mundial em “espírito” mutilando a doutrina da Salvação, não passa de erigir nova Babel, um grande motim contra o Eterno.

Os incautos sonolentos que acham que união e paz são fins em si mesmos a despeito das condições precisam reler a Palavra; Paulo, sobretudo. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, entre eles andarei; eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles; apartai-vos, diz o Senhor;  não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; Serei para vós Pai, vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.” II Cor 6; 14 a 18

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24.8.14

Espírito de Elias, uma vez mais.


“Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;  ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição.” Ml 4; 4 a 6

Os judeus ortodoxos que rejeitam Jesus como Messias usam essa “discrepância” entre Elias, que, converteria o “coração dos pais aos filhos” e uma afirmação contraditória de Cristo. “Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” Mat 10; 35 e 36

Elias, o precursor, e o Messias não podem agir em contradição; desse modo, pensam, Jesus era um profeta, mas, não o Messias desejado.

Acontece que, Malaquias fala sobre as duas vindas de Cristo. Primeiro como mensageiro da Nova Aliança; depois, como Juiz. Vejamos: “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos. Mas, quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.” Mal 3; 1 e 2

Quem eles deveriam esperar? Moisés ensina: “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.” Deut 18; 18 

Diz Malaquias, que, esse profeta seria “insuportável” dada Sua santidade, seus padrões de pureza. “como fogo…sabão…” Sim, o Senhor não foi rejeitado por ter pecados, antes, porque Sua pureza realçava a hipocrisia dos religiosos da época; assim, não suportaram e o mataram.

Seu precursor foi chamado de “meu mensageiro.” Do Batista Jesus disse: “Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho.” Mat 11; 10 Mais adiante diz: “O Elias que havia de vir.” V; 14 Não estritamente Elias, mas, no Seu Espírito.

A segunda vinda, porém, o “terrível dia do Senhor”, significa juízo. ( Os fiéis ) “… serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa ao filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve.” Cap 3; 17 e 18 Antes, Elias de novo; agora, missão reconciliadora entre pais e filhos.

Embora a promessa a Abraão incluísse todas as famílias da Terra, o Universalismo do amor Divino não foi assimilado pelos Judeus. Achavam-se superiores. Paulo colocou judeus e gentios num inglório empate. “Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.” Rom 3; 30 “Porque Deus encerrou  todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” Rom 11; 32 “Porque ele é  nossa paz, o qual, de ambos os povos fez um;  derrubando a parede de separação que estava no meio,” Ef 2; 14 Em Cristo, laços espirituais suplantaram os sanguíneos. “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.” Gál 3; 7

Assim, a inclusão dos gentios no Reino, via Evangelho, ensejou uma rivalidade não resolvida ainda. Paulo ensina: “Assim que, quanto ao evangelho são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.” Rom 11; 28

A abrangência do propósito Divino está posta pelo mesmo Malaquias. “…O Senhor seja engrandecido além dos termos de Israel… desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome;” Cap 1; 6 e 11

Então, resta uma reconciliação a ser feita entre os pais da fé, judeus, e os filhos, gentios, igreja. Se o Espírito de Elias foi terrível nos dias de Jezabel, incisivo no ministério do Batista; agora virá conciliador, desfazendo inimizades entre judeus e cristãos, em torno do Mesmo Senhor e Pai.

Zacarias viu a conversão dos judeus assim: derramarei o Espírito de graça e de súplicas; olharão para quem traspassaram; prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” Zac 12; 10

Outra vez o desprezado e vendido “José”  encontrará  com os irmãos sendo governante Supremo. A reconciliação entre eles será festiva também pra nós; o Espírito Santo fará isso.

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23.8.14

Rico mausoléu de jerico

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam; a prova das coisas que se não veem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Heb 11; 1 a 3

Opositores da fé tacham-na de cega; alguns defensores usam termos como: “vejo pelos olhos da fé”. O texto  apresenta-a, como capacidade de entender sem ver. “Pela fé entendemos…” Esse entender associado à confiança no quê entendemos pode gerar decisões firmes a despeito da vista. “Pela fé ( Moisés ) deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” Heb 11; 27

Contudo, evoquemos o conceito do belo e presto será associado coisas visíveis; o domínio puramente sensorial da estética.

Nas Escrituras encontramos discípulos de Jesus Admirando o templo;  a “Porta formosa” etc. Todavia, o Mestre, alegrou-se com a manifestação de fé de certo centurião, ou, de uma mulher estrangeira. Desse modo, a beleza interior O movia; não aparências.

Na verdade, quando Salomão parece encorajar jovens nos caminhos da vista, ironiza, advertindo das consequências. “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, recreie-se teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos do teu coração, pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.” Ecl 11; 9

Acontece que, a visão é mero apelo imediato;  beleza interior se vê por identificação. Como poderei enxergar um conceito assim, se, seus predicados não forem semelhantes? Carecemos que Deus nos embeleze para vermos Sua beleza, como cantou o salmista. “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.” Sal 29; 2 Conhecedor de traços dessa beleza, Davi sabia o que agradava ao Santo; “Eis que amas a verdade no íntimo… Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Sal 51; 6 e 17 

Por serem privados da beleza espiritual dos contritos e humildes, os religiosos dos dias de Jesus conflitaram com Ele. “…não tinha beleza nem formosura; olhando nós para ele, não havia boa aparência para que o desejássemos.” Is 53; 2 A perspectiva humana denunciada pelo profeta, Consequência  da feiura interior. A falta dessa qualidade em nós tolhe que a vejamos, mesmo que esteja em todo esplendor.

Entretanto, esse lapso, invés de quedar vazio, acaba ocupado por simulacros, imitações grotescas às quais aplaudimos como belas.

Alguns entenderam mal certa passagem que prioriza a beleza interior, como se tolhesse cuidados exteriores. “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura dos vestidos; mas, o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus,…” I Ped 3; 3 a 5 Ordem de prioridade apenas. Não que Deus seja contra a beleza; tudo o que Ele criou é lindo!

Mas, por Ser Espírito, e nos ter feito à Sua Imagem e Semelhança, anseia que priorizemos a beleza espiritual antes da natural. Nesse prisma, dois que são mencionados pelos atributos físicos no Velho Testamento, Saul e Absalão falharam vergonhosamente.

Talvez, contagiado por isso, ao ser enviado em busca de um substituo para o ímpio Saul, Samuel atentou aos mais belos filhos de Jessé; os de predicados semelhantes. O Eterno corrigiu: “…porque o Senhor não vê como vê o homem… o Senhor olha para o coração.” I Sam 16; 7

Os hipócritas costumam disfarçar-se com beleza aparente. Li relatos sobre o “Templo de Salomão” do Macedo, e consta que a suntuosidade e beleza encantam. Entretanto, ao longo de sua carreira esse mercenário encenou ser evangélico sem ser; pregando amor ao dinheiro. Agora, furta símbolos sagrados do judaísmo, templo, arca, vestes, e finge ser judeu.

Há precedente; Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus e não são… eis que eu farei que venham e adorem prostrados a teus pés” Apoc 3; 9

Certo “ancestral” dele que fez algo semelhante e ouviu o seguinte: “Porventura reinarás porque te encerras em cedro? Acaso teu pai… não praticou o juízo e a justiça? Por isso lhe sucedeu bem.” Jr 22; 15 Aquele desprezou a beleza devida e até sua morte revestiu-se de juízo estético. “Em sepultura de jumento será sepultado, sendo arrastado e lançado para bem longe, fora das portas de Jerusalém.” V; 19

Enfim, o entendimento da fé edifica-nos nas veredas justas; a ostentação do engano adorna sepulcros de jumentos.

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22.8.14

Com que roupa irei?

“Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou as suas vestes, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza.” Jn 3; 6

Era comum manifestar exteriormente sentimentos de grande consternação, dor, vergonha, humilhação… Faziam isso tirando as vestes normais e vestindo-se de saco, para deixar patente o estado da alma. No exemplo supra, temos o rei de Nínive dessa forma, ante a mensagem do juízo Divino iminente entregue por Jonas. Mardoqueu fez o mesmo quando soube do decreto de Assuero ordenando a destruição dos judeus; Jacó ao saber da falsa morte de José, etc.

O leproso deveria trazer vestes rotas e gritar sua condição, quando em ambiente social, para evitar contagiar outros. Figura que Isaías usou para ilustrar a inutilidade da “justiça” humana. “Mas todos nós somos como o imundo,  todas as nossas justiças como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” Is 64; 6

Quando o juízo do Eterno foi cumprido no cativeiro, a transição para novo tempo propício foi figurada pelo trocar das vestes do sacerdote; “Josué, vestido de vestes sujas estava diante do anjo. Então respondeu aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de vestes finas.” Zac 3; 3 e 4 Assim, vestes alvas são usadas como símbolo de Justiça, de agir sob inspiração Divina. “Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.” Ecl 9; 8

Na verdade, expressar estados de espírito mediante  vestes é comum em nossos dias. Quando alegres, festivos, usamos cores vivazes, quentes; ou, em momentos de consternação, tristeza, cores frias, neutras. Mesmo ideia de algum pleito por justiça associada à roupa suja também é proverbial. Dizemos: “Roupa suja lava-se em casa”. Significando que problemas estritamente familiares  devem ser tratados em particular, invés de caírem em domínio público.

Além das cores, a forma diz muito sobre cada um. Pessoas moderadas usam cortes sóbrios; outras, dadas à sensualidade, ou mesmo, promiscuidade, se expõem de modo que suas  vestes falam por si. 

Embora algumas denominações cheguem a ser meio dogmáticas quanto ao vestir, ante Deus basta que não causem escândalos, que sejam adequadas ao meio no qual estamos inseridos. Tanto é decente o “skilt” escocês, quanto, um jeans, bermuda, ou terno; salvo peculiaridades de ambientes solenes. 

Contudo, se as vestes têm  poder de expressar algo de nosso interior, são excelentes disfarces quando quer alguém dissimular; esconder algo. Há muita promiscuidade em trajes sóbrios; nem tudo o que é espontâneo, jovial, necessariamente deixa de ser sério. Ante o Eterno é inútil; “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” Heb 4; 13

Convém lembrar que, a festa para a qual Deus convida  todos tem um “traje a rigor” sem o qual acabaremos barrados. Claro que me refiro às vestes espirituais, como a mesma Palavra faz. 

Em Apocalipse somos chamados a nos lavar com sangue de Cristo, de modo que, a mesma Bíblia interpreta que roupas limpas, em sua perspectiva, têm a ver com obras justas. “…Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apoc 7; 14 Mais; noutra parte além de limpas as vestes são de tecido nobre, pra ilustrar os feitos dos que se deixam conduzir pelo Santo. “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” Apoc 19; 8

Como as vestes do Salvador foram fracionadas entre muitos, exceto a túnica que foi mantida inteira, assim  deve ser conosco. A eficácia de Seu Sangue purificador poder ser partilhada entre todos; mas, como a peça inteira, há um revestimento pessoal, particular, que deve ser completo em cada um que desejar segui-lo. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” II Cor 5; 4

Esse revestimento espiritual dado aos salvos é o “modelito” necessário para sermos aceitos nas Bodas do Cordeiro. Sem isso, seremos lançados fora.E o rei, entrando para ver os convidados viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Mat  22; 11 a 13

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