O FAROL

Defesa da fé, opinião… a Palavra de Deus o meio, as pessoas o fim. Contatos sanleon21@hotmail.com Leonel Eliseu Valer dos Santos

26.7.14

Justiça; a fisionomia Divina

“Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.” Is 26; 9

Comum é no seio cristão a expressão: Buscar a Deus. A Própria Palavra, aliás, promete recompensa aos que fizerem isso. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Heb 11; 6 Mais que apregoar a busca, o autor a tem por pacífica, e condiciona a forma, apenas;  que façamos crendo na existência e bondade de Deus.

Se, o ato é consensual, o motivo nem tanto. Faz uma grande diferença buscarmos por razões nobres ou mesquinhas. Às últimas Tiago  denunciou como inócuas, estéreis. “Cobiçais, e nada tendes; matais, sois invejosos, nada podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” Tg 4; 2 e 3

Já, razões nobres temos na busca de Isaías: “Porque havendo teus juízos na Terra os moradores do mundo aprendem justiça.”  Invés de uma visão egoísta, pequena, o escopo era coletivo, sacerdotal; o fito, a difusão da justiça. O Salvador corroborou com palavras semelhantes: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mat 6; 33

Então, numa releitura de Hebreus 11; 6 podemos dizer que buscar justiça equivale a buscar a Deus; receber de sobejo as demais coisas, o galardão que Ele dá aos crentes.

Quando o relato do Gênesis diz que Deus criou o homem sua imagem e semelhança, forçoso é concluir que refere-se a atributos morais, intelectuais, espirituais; uma vez que Deus é espírito. O anseio de ver Deus deu azo a muitos simulacros indignos, como o Bezerro de ouro e outros tantos ídolos menos votados.

Davi inspirado pelo Espírito Santo plasmou uma Imagem mais adequada em seus cantos: “Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.” Salm 17; 15 Invés de um ídolo associou a Santa imagem de Deus à justiça. Do Senhor encarnado foi dito mais: “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” Heb 1; 3

Assim, O Ser de Deus tanto fulge na justiça quanto na Face de Cristo, pois, o mesmo salmista profetizou traços do Salvador onde Seu amor à justiça é tema. “Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre. Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade. E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis. As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti. O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que aos teus companheiros.” Sal 45; 2 a 7

Amar a justiça  não é tão difícil quando nos sentimos injustiçados e sua sombra nos favorece; entretanto, aborrecer à iniquidade significa amá-la ainda que sejamos réus, não pleiteantes. Assim, meu senso de justiça deve equalizar desejos e tratamentos entre mim e o semelhante, se, conheço, deveras, a Deus. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também, porque esta é a lei e os profetas.” Mat 7; 12

Uma vez que somos propensos ao egoísmo e utilitarismo temos grande dificuldade de Buscar a Deus em Seus termos. Ouso dizer que uma busca sadia nesse viés nos faria desejar a remoção invés do acréscimo de coisas. Antes que uma confissão superficial das falhas convém suspeitarmos que mesmo à uma análise mais esmerada escaparam algumas; devemos suplicar remoção também.  O mesmo Davi orou assim: Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.” Sal 19; 12

Em suma, o “sine qua non” da busca é que seja de todo coração; isso tem mais a ver com depuração de motivos, conhecimento do caráter Divino, que, intensidade emotiva ou, crença. “…a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Sal 51; 17


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25.7.14

O irrelevante “Anão diplomático”

“E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gên 12; 3 

Quando da chamada de Abraão, Deus fez grandes promessas, como a  que faria dele uma fonte mundial de bênçãos. Dado que Israel como nação fracassou no cumprimento dos desígnios Divinos, o fito de fazer do país tal berço, se manteve, e foi cumprido em Cristo, como ensina Paulo: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.” Gál 3; 16 Então se outra razão nos falta para amarmos ao povo judeu, temos essa: Foi local de nascimento de Cristo, Salvador de todos os que creem. 

Infelizmente, odiar, perseguir Israel é fato corriqueiro, sendo que o Holocausto foi o superlativo de tal sentimento.

Haja um genocídio numa nação africana, por exemplo; nossas “Relações Exteriores” silenciam; aliás, Dilma perdoou arbitrariamente dívidas de muitas ditaduras de lá por interesses de empreiteiras amigas. Agora, defenda-se Israel de Ataques terroristas e o Itamaraty se assanha.

Os judeus estão sobre intenso ataque de terroristas cujas armas são fornecidas por governos vizinhos ( como Síria e Irã ) cujo alvo explícito é a erradicação do Estado de Israel. Contudo, o Governo Brasileiro, tão bem representado na Fundação da Nação Judia por Oswaldo Aranha, agora publicou uma nota parcial denunciando morte de civis palestinos e uso desproporcional da força por parte dos judeus. Sem dúvida, uma pérola diplomática!

Como um conselheiro matrimonial tentar reaproximar cônjuges brigados e ao invés de mediar, pacificar; tomar partido. Só conseguirá acirrar mais o conflito. A reação diplomática de Israel foi devidamente proporcional à asneira global patrocinada pelo Itamaraty. “Depois de falar que o Brasil é um "anão diplomático" e "politicamente irrelevante", o porta-voz de Israel, Yigal Palmor, voltou a ironizar o País. Em entrevista concedida ao Jornal Nacional, da Rede Globo, ele criticou mais uma vez as decisões do governo brasileiro nesta semana …” ( Estadão )

A definição não poderia ser mais precisa. Certo é que mais de seiscentos palestinos foram mortos, e uns trinta israelenses; sendo que, entre aqueles há muitas mulheres e crianças. Porém, também é certo que os terroristas usam escudos humanos, e constroem seus arsenais ao lado de escolas, hospitais, de olho no “efeito colateral benéfico” quando atingidos. Vertem isso em ódio, combustível do radicalismo para seguirem com seus planos belicosos.

Não há desproporcionalidade alguma. Antes, Israel desenvolveu um avançado sistema anti-mísseis que aborta mais de 90% antes da queda, não fosse isso, o número de mortos seria muito “proporcional”.

O quê deseja nosso Governo? Que a proporcionalidade se conte em cadáveres ou ataques? Se a defesa israelense é eficaz devem envergonhar-se?

Se, terroristas expõem mulheres e crianças ao lado de instalações militares, no fundo, a culpa pela morte dos tais é deles. Afinal desejariam uma atitude humanitária dos inimigos enquanto eles usam pessoas do seu sangue como armas?

Ora, Israel é uma Democracia onde vivem  árabes muçulmanos desfrutando  mais liberdade que teriam em seus próprios países. Mesmo sabendo disso, e conhecendo que seu poderio é imensamente inferior, os celerados do Hamas não deixam de alvejar cidades judias; esperam o quê? 

Treplicando ao Chanceler Judeu nosso diplomata fugiu em evasivas dizendo que o Brasil não responde em tais termos nações amigas; que somos uma das poucas nações que tem relações diplomáticas com todos os membros da ONU; vivemos há muito tempo sem guerras… Como seria, contudo, se Argentinos decidissem ampliar seu território às nossas expensas e ainda fizessem chover mísseis na fronteira?

Ah, não podemos esquecer que nosso estadista mor, o Lula, esteve por lá fazendo a paz entre Árabes e Judeus. Sim, um conflito de séculos ele tratou como se fosse conversa de boteco, ajustes a fazer num dia. Se isso não é nanismo, falta de noção, irrelevância, é o quê?

Infelizmente a maioria só consegue se envergonhar dos 7 x 1 para a Alemanha, como se futebol fosse a coisa mais importante. Eu estou envergonhado de nossas relações exteriores, dado que, são exteriores demais. Extrapolam as fronteiras do bom senso, da diplomacia, do equilíbrio, e pousam nas plagas do ridículo.

Se alguém esqueceu convém lembrar que o estopim da crise atual foi o assassinato de três jovens judeus que voltavam pra casa, vindo de uma escola religiosa.

Claro que a guerra é deplorável sob todos os aspectos, e uma vida vale o mesmo seja do gentílico que for. Entretanto, quem se dispõe a usar pessoas como armas de guerra, que esteja pronto a computar, uma eventual perda, como perda de armas; terroristas assim agem.

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24.7.14

O Forte Repouso

“… No estarem quietos será a sua força.” Is 30; 7

Quase contraditória a receita de força dada  mediante Isaías; poder na quietude, na inércia.  Sendo a força o que é, algo relativo, sua eficácia sempre demandará  contexto. Por exemplo: Um nylon para dezesseis quilos é forte, se os peixes a serem pescados forem aquém desse peso; já, um cabo de aço para cinco toneladas é fraco, se, o fim for erguer uma viga de sete.

O contexto de então era de ameaça militar, à qual, invés de confiarem em Deus fizeram acordos militares com o Egito. “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomam conselho, mas não de mim; que se cobrem com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado;” v 1

Um somar pecados segundo o profeta. Ou seja: Além de não confiarem em Deus, avaliavam como superior ao auxílio Divino, o poderio bélico de Faraó. “Que descem ao Egito sem pedirem o meu conselho; para se fortificarem com a força de Faraó,  para confiarem na sombra do Egito.” V 2 Notemos que Deus não está tipificando o Egito como pecado, antes, o agir arbitrariamente, sem Seu conselho. Houve um tempo em que, buscar ajuda no Egito era a coisa a ser feita, invés de ficar parados. “Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?  Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.” Gên 42; 1 e 2

Assim, tanto é errado confiar no auxílio humano onde a gestão é de Deus; quanto, omitir-se de usar os meios naturais quando  estão ao alcance para suprimento de nossas necessidades. 

Claro que o Egito não pelejaria por amor. Antes, como  mercenários, em troca de bens. O mesmo texto denuncia os “Carros fortes” levando valores ao exterior: “…levarão às costas de jumentinhos as suas riquezas; sobre as corcovas de camelos os seus tesouros, a um povo que de nada lhes aproveitará. Porque o Egito os ajudará em vão, para nenhum fim; por isso clamei acerca disto: No estarem quietos será a sua força.” VS 6 e 7 Além de não serem fortalecidos militarmente conforme a necessidade, ainda empobreciam com o que pagavam àqueles.

Claro que para confiar plenamente em Deus carecemos ter com Ele certo relacionamento, senão, o veremos mais como ameaça que ajuda. Eles recusavam os termos dessa ralação. “Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, vede para nós enganos.” Vs 9 e 10  

Certos, pois, de sua desobediência, tentavam suprir as carências com arranjos humanos. “Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força, mas não quisestes. Mas dizeis: Não; antes sobre cavalos fugiremos; portanto fugireis; e, sobre cavalos ligeiros cavalgaremos; por isso os vossos perseguidores também serão ligeiros.” VS 15 e 16. Parece que Deus adestraria aos adversários para a peleja, dado que os Seus se alienavam Dele.

Claro que o voltar-se demandava arrependimento, confissão, para que a Força do Senhor tornasse a ser deles. Então, o hábito insano de tentar preencher a lacuna de relacionamento com dinheiro vem de priscas eras, infelizmente.  

Quantos mercenários atuais pregam exatamente isso? Invés de ensinar a mensagem de reconciliação, o estar quietos nas mãos de Deus, instam as pessoas a darem grandes ofertas e depois exigirem suas bênçãos como se Deus se lhes tornasse devedor. 

Certo que há etapas de densa escuridão mesmo na vida de servos íntegros. Mais ou menos o que Davi chamou de “Vale da sombra da morte”. Ainda nos tais, se temos pautado nosso viver pelos preceitos do Santo estejamos quietos e confiantes; O Eterno empenhou Sua Palavra, e tem um Nome excelso a zelar. “Quem há entre vós que tema ao Senhor e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus.” Is 50; 10.  

Muitas vezes o que reputamos adversidade a ser vencida é o meio que Deus está empregando para nos depurar de nossos próprios maus hábitos. Aí, por causa da cegueira desejaríamos que ele removesse os instrumentos de nossa cura. “Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição.” Is 48; 10

Em suma, se outra força a quietude não tem possui a de nos fazer pacientes da medicina do Céu.

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23.7.14

O trabalho de Deus

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.” Is 64; 4

Um texto como esse mal compreendido daria pano pra manga, bem como dá, se devidamente interpretado. Grosso modo Deus trabalha pra mim e espero os benefícios graciosos de tal trabalho. Lembrei uma gaiatice de um amigo do litoral que disse: “Depois que li na Bíblia que ‘ aos seus amados, Deus dá o pão enquanto dormem’ não saio mais da cama”.

Diria que essas distorções de interpretação se dão em face a um choque de conveniências; essas, derivam necessariamente dos valores que abraçamos.  Se alguém escolhe como modo de vida a fidelidade a Deus, ao tal, convém apenas a verdade, por soturna que se lhe apresente. A outrem que ainda não conhece a eficácia da cruz, mas, mesmo assim cobre-se com um verniz religioso, convêm as facilidades, a ilusão que há textos bíblicos que são o “tendão de Aquiles” Divino que nos permitiriam manipular o Santo.

Que Deus trabalha por nós é fato gritante. Basta que uma alma sóbria abra a janela para contemplar uma centelha do amor Divino  pulsando nas obras que Ele fez.  Se tal visão, ou, mesmo um tour pela Terra ampliando o escopo não for bastante para patentear o afeto do Eterno por nós, andemos um pouco no tempo voltando os olhos para o Calvário e a bruma se dissipará. Aceitar ao amor de Deus como coisa incondicional, qualquer um aceita; saber que há garantia de o sol ou a chuva dar-se a justos e injustos, enfim, essa generalidade da graça Suprema também é confortante a todos. 

Entretanto, pautar nossas vidas de um modo que seja aprazível ao Pai, uma ousadia santa, ainda que ínfima de retribuir Seu amor demandaria aceitar como diretrizes Seus termos, e isso já não é tão pacífico assim.  

Porém, precisamente isso é que se deve entender pela assertiva supra de “esperar em Deus”. Dado que Ele é Eterno, não se posiciona em relação ao tempo, como nós. Aliás, Cronos curva-se ao “Pai da Eternidade”. A nós foi proposta uma redoma de tempo e espaço dentro da qual devemos achar o caminho de volta à comunhão perdida, como ensina Paulo: “E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;” Atos 17; 26 e 27

Mas, mesmo nossa vida sendo um constante devir precisamos retroceder, às vezes, por causa de marcas que deixamos no tempo. Mais ou menos como o cursor de um programa de textos, que, avança sempre sobre espaços em branco, mas, eventualmente carece volver e mudar um caractere que saiu errado. Assim, nosso “corretor de textos”, a consciência, sublinha alguns atos que necessitamos rever; e a viagem no tempo retroativa é possível via arrependimento, confissão, para obtenção de perdão. Quanto mais usamos a prática, menos erros cometemos na escrita do livro da vida.

Nossas consciências, se não atingidas por vírus ( cautério ) trazem o programa de Deus, de modo que nos instam à correção de rumos segundo os Seus Padrões. 

Daí, esperar em Deus não se equaciona com inércia, antes, com a manutenção de uma viva esperança, desde que, nosso nível de obediência possa qualificar o viver como sendo, “em Deus.”

Quando nossa “percepção” de Deus é meramente utilitária, nem de perto conhecemos Aquele que ensinou: “Mais bem aventurado é dar que receber.” Se minha leitura Bíblica é um garimpo de textos que me favorecem, e um descarte dos que me corrigem, como faz com os espinhos alguém comendo peixe, não passo de um hipócrita enganando a mim mesmo. 

O tentador, aliás, fez uma apresentação seletiva de alguns textos ao Salvador, que revidou com um desafio à plenitude, não, parcelas da Palavra. “E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.” Luc 4; 4  

Dada a apostasia que grassa por toda parte,  o mais pesado do trabalho Divino nesse tempo é iluminar aos simples para que saibam em quê consiste a razão da esperança. O trabalho de criar o Eterno consumou há muito e “viu que era muito bom”. O de regenerar está em pleno curso e aumentamos, quando, por preguiçosos recusamos conhecer Sua vontade, ou, por relapsos à obedecer. “…me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniquidades.” Is 43; 24


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20.7.14

As fontes e o laço

“O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte.” Prov; 14; 27

Uma fonte é geratriz de um bem precioso que flui de modo ininterrupto. O temor do Senhor ( reverência santa, reconhecimento de autoridade )  é posto aqui como fonte de vida, em oposição aos laços da morte. Manancial existe para dar-se em prol da necessidade de outrem; laço, para caçar algo pra si. Assim, aquela gera um bem, esse, busca tomar  de modo ardiloso o que lhe não pertence. Um caçador cuida de suas necessidades; uma fonte supre necessidades alheias.

Então, o temor do Senhor há de obrar em nós algum cuidado com as carências de terceiros, antes, que com as nossas. Claro que, quem acende uma luz é o primeiro a ser iluminado; desse modo o que teme ao Senhor usufrui para si, a vida, antes de comunicar a outros.

Mas, por que a morte armaria laços? Tem necessidade de matar? Não. Quando diz laços da morte está adjetivando os laços, não, identificando o caçador. O interesse na difusão da morte é do pai da mentira, o ladrão da vida que o Salvador denunciou: “O ladrão não vem senão a roubar, matar e  destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” Jo 10; 10

A figura do laço do passarinheiro é usada tanto para identificar o agir do inimigo, quanto de seus servos. Porque ele ( O Senhor )  te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.” Sal 91; 3 “Porque ímpios se acham entre o meu povo; andam espiando, como quem arma laços; põem armadilhas, com que prendem os homens. Como uma gaiola está cheia de pássaros, assim as suas casas estão cheias de engano; por isso se engrandeceram, e enriqueceram;” Jr 5; 26 e 27 Qualquer semelhança com políticos e mercenários religiosos de nossos dias não é mera coincidência.

Assim, se o laço é um obreiro de morte, também o é de grandes riquezas nas mãos dos laçadores, como vemos no exemplo supra. O início duma caminhada pode dissimular seu fim. “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Prov 14; 12 Não que a riqueza, o desfrute de posses seja em si algo mau; mas, se for de modo divorciado do Senhor será uma vastidão desértica, privada de vida.

Quando Calebe deu a sua filha e genro a posse de um campo assim, Otoniel instou que sua esposa pedisse algo mais para que os bens fizessem sentido. “E sucedeu que, indo ela a ele, a persuadiu que pedisse um campo a seu pai; e ela desceu do jumento, e Calebe lhe disse: Que é que tens? E ela lhe disse: Dá-me uma bênção; pois me deste uma terra seca, dá-me também fontes de águas. E Calebe lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores.” Jz 1; 14 e 15 Tanto quanto uma vasta extensão de terra não faz sentido sem água, o domínio de muitos bens sem temor do Senhor, não passa de uma ostensiva queda nos laços da morte.

Quando o relato afirma que Calebe deu  fontes superiores e inferiores, refere-se, ao relevo onde as águas brotavam. Mas, Deus tem fontes superiores, espirituais, que devem ser buscadas antes que as inferiores, materiais. Inverter essa ordem não faria o menor sentido. Pleitear bens antes da vida seria como pedir em favor de um morto. A questão primordial é a regeneração da vida.Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” Jo 3; 3

Certo é que Deus faz a chuva e o sol incidirem sobre justos e injustos, como demonstração de seu amor e graça sobre todo a criatura. Entretanto, bênçãos específicas demandam relacionamento com Ele, que vai além da situação de criatura. O novo nascimento em Cristo nos coloca na condição de filhos adotivos; isso traz privilégios e responsabilidades especiais. O privilégio maior é que livra dos laços da morte; a responsabilidade mor é que devemos andar no temor do Senhor.

Fazendo isso, nem nos ocuparemos tanto das fontes inferiores, dado que, Ele ordenou: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mat 6; 33

Afinal, assim como águas nascendo em lugares altos terminam irrigando também os vales, uma vida espiritual plena acabará sendo plena em tudo. Se bênçãos materiais vierem trarão proveito pra  muitos necessitados; se privações concorrerem, será pra que nossa constância na adversidade mane riquezas superiores aos que contemplam de fora e precisam aprender a escala de valores do céu.

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19.7.14

Você sabe contra quem está lutando?

“Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.” I Cor 9; 26

Paulo usou a figura de um boxeador treinando, coisa comum em Corinto naquele tempo, para ilustrar alguém que combate adversário imaginário, a “coisa incerta.” Noutra parte identificara adversários espirituais como alvo de nossa luta; “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Ef 6; 12

Claro que para sermos bem sucedidos numa peleja carecemos   saber contra quem estamos lutando; conhecer estratégias, pontos fortes e vulneráveis. Acontece que esse ensino tem sido muito mal entendido e dado azo à propalada “Batalha Espiritual” que, mesmo ufanando-se de grandes feitos dá golpes no ar, o quê eximiu-se de fazer, o apóstolo.

A peleja pode dar-se em dois âmbitos: pela manutenção do território conquistado; ou, anseio de novas conquistas.  No primeiro caso nossa postura é defensiva; no segundo, de ataque. O “território” conquistado por Cristo em cada salvo é precisamente sua salvação. A perseverança na fé mesmo em face às ciladas malignas é a necessária defesa. Nesse caso, há um componente de carne e sangue, o corpo, cuja inclinação é favorável ao pecado. Assim, depois de dizer que não golpeava o ar Paulo anexou: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” I Cor 9; 27

Claro que isso não era exclusividade sua, antes, identificou todos os salvos no mesmo barco. “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” Gál 5; 24 A postura ofensiva visa a conquista de outros para ingresso no Reino.

Duas coisas precisam ser bem entendidas antes de sairmos ao combate; uma: Não existe salvação compulsória; será sempre arbitrária. Nada vale orarmos por alguém, expulsarmos espíritos maus que lhe assediam se esse alguém não submeter livremente sua vida ao Salvador.  Outra: Isso de “amarrar” espíritos “territoriais” não faz o menor sentido, uma vez que, liberdade para  tentar, até oprimir, é facultada por Deus. Fizeram com o próprio Senhor, por que não fariam conosco?  

A peleja se dá com espadas específicas. A Palavra de Deus é a Espada do Espírito Santo; eufemismos, sofismas, enganos, nomes oblíquos da mentira são munições dos demônios; o mesmo Paulo identificou. “Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. As armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;” II Cor 10; 3 a 5

Vemos que a obediência sucede ao entendimento, o que anula a pecha gratuita que a fé é cega. Aliás, temos aqui outro estratagema inimigo; cegar entendimentos recrudescendo a incredulidade. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” II Cor 4; 3 e 4

Embora os desdobramentos sejam múltiplos, fé x incredulidade; luz x trevas; salvação x perdição; etc. a essência da batalha será sempre verdade contra mentira. Se, para identificar uma cédula falsa demanda que alguém conheça bem a verdadeira que ela imita, também a Palavra de Deus conhecida, vivida e sobriamente interpretada “blinda” contra ataques malignos.

Muito ouvi mensageiros dizerem: “Não aceite acusação; acusação é do diabo”. Ora, ele acusa perante Deus, até sem motivos, como fez com Jó; todavia, se o fizer em minha consciência quando erro, devo concluir que  se converteu e assiste à obra de Deus.

Quem inquieta nossas consciências quando falhamos é o Espírito Santo; para tal não há exorcismo nem objeção possível; antes, arrependimento e confissão para sermos perdoados. Pois, pior que dar golpes no ar por não identificar o inimigo seria blasfemar atribuindo “qualidades” dele ao Santo.

Quando líderes hipócritas pediram que Jeremias orasse para saber por que  Babilônios lutavam contra eles a resposta de Deus foi surpreendente: “eu pelejarei contra vós com mão estendida e com braço forte, e com ira, e com indignação e com grande furor.” Jr 21; 5 Deus estava pelejando; os Caldeus eram só instrumentos. Isaías reforçou: “Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; por isso se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles.” Is 63; 10

Antes de sairmos bravateando, pois, olhemos no espelho e, se identificarmos sujeira lavemo-nos.

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17.7.14

Vitória; um bem, mal versado

“A estultícia está posta em grandes alturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo. Vi os servos a cavalo, e os príncipes andando sobre a terra como servos.” Ecl 10; 6 e 7

Embora tenhamos dificuldade de separar o ser, das circunstâncias, Salomão os alista aqui como não associados necessariamente. É possível estar em lugares altos, de posse de riquezas, e, ainda assim, ser estulto. Por outro lado;  andar a pé e pertencer à nobre estirpe.

Mesmo que seja proverbial em nossa cultura dizer que uma pessoa não vale pelo que possui, amiúde,  trata-se a tal como se valesse. O Salvador foi claro ao denunciar tal distorção. “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Luc 12; 15 Se houve um Príncipe, aliás, que desfilou desprovido de aparatos e bens, esse foi Ele. “E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Luc 9; 58

Isaías dissera mais: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, não fizemos dele caso algum.” Is 53; 2 e 3

Contudo, perguntemos a alguém ao nosso lado, em quê consiste vencer na vida, pra identificarmos a filosofia que impera. A receita não fugirá muito de conquistar um diploma, bens, renome, e, se possível, ser feliz. Que há de errado com isso? Tudo. O conceito distorcido de vitória, a maximização do efêmero, quando não, supérfluo, em detrimento dos bens vitais. O acúmulo de posses não deveria obrar mais que facilitar os meios, mas, acaba tornando-se o fim. O conhecimento não é buscado por sua nobreza, seu fruto à alma; antes, pelo que tem de mais raso, quanto paga, para deleite do corpo. O diploma é perseguido pelo emprego, esse pelo salário, o salário pelo conforto; o conforto, como meio de ser feliz.

Dons especiais para a arte, esportes,  colocam uns em lugares altos mais rápido que o caminho acadêmico. A política, cuja demanda maior é saber iludir com a retórica, também, “canoniza” estultos e coloca nos pináculos sociais.

Ocorre-me agora um provérbio hebraico que diz: “A grandeza foge de quem a persegue, e persegue quem foge dela.” Claro que essa máxima atina à grandeza real, não aparente.

Nada há de errado, antes, parece hígido  tentarmos ser vencedores no palco da vida; entretanto, o quê conceituamos como vitória faz toda diferença. Que a sociedade secular seja hedonista, materialista, vá lá; mas, a coisa assume aspectos enfermiços quando o conceito distorcido é ensinado nos púlpitos, o que muito acontece.

Ora, o maior difusor da mensagem de Cristo – Paulo - cantou sua vitória quando condenado. A Epístola aos Hebreus coloca o combate aos maus hábitos, vícios, como alvo pelo qual convém resistirmos até à morte. “Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.” Heb 12; 4 Como mesmo a ameaça de morte não fora suficiente para fazê-lo pecar, pode dizer com verdade o que disse: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia;…” II Tim 4; 6 a 8 Seu escopo de vitória era consumir-se aqui pela obra de Cristo, com expectativa de coroa no porvir. Todo o que se diz cristão deveria imitar tal exemplo.

Que vale a filosofia rasa que do mundo nada se leva, em nossos lábios, se, usamos todos os meios para aumentar nosso monte de bagagem que ficará? Davi sentenciou: “Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará. Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens o louvaram, quando fez bem a si mesmo, irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz.” Sal 49; 16 a 19

É próprio do ser humano buscar o quê lhe falta; ou, pensa faltar. Não podem desejar lugares altos aqueles que já os possuem; apenas, são concitados a demonstrarem uma ética coerente com o principado que herdaram. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” Col 3;1

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13.7.14

O “endereço” do mundo


“Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” Jo 17; 16

Jesus situou os discípulos como não sendo do mundo, o que enseja algumas reflexões. O que é mundo? Eis aí uma questão cuja resposta não cabe numa sentença. O conceito é muito difuso. Pode-se ter o mundo dos esportes, das artes, da política, do cinema… Platão identificava o berço da razão pura como o Mundo das Ideias, etc.

Seja o que for que o Salvador tinha em mente, era  mau aos seus olhos, entre outras coisas, por odiar quem recebera Sua Palavra. “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.” V 14

Conheci uma mentalidade evangélica  extremamente simplista do quê era andar segundo o mundo. O habitat dos salvos não deveria exceder a família, trabalho e igreja; os demais ambientes, estádios, cinemas, teatros, bailes, etc. eram ambientes do mundo que deveríamos evitar. Música só evangélica, as demais são do mundo. Será que é isso?

Qualquer que seja o significado de separar-se do mundo, certamente não é  geográfico por uma simples razão, seria impossível. Exceto, se Deus fizesse conosco como fez com Enoque e Elias; arrebatasse para si. Jesus deixou claro na mesma oração. “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” V 15

Há casos em que devemos nos separar; analisemos o salmo primeiro;  “Não anda segundo o conselho dos ímpios”; isso é uma separação moral, de valores; “não se detém no caminho dos pecadores;” aí, uma profilaxia espiritual. Não fica em companhia ímpia além do necessário, circula entre os tais, mas, não se detém a ponto de fazer daquele seu ambiente; “não se assenta na roda dos escarnecedores”; aí, separação física mesmo. Mas, dum ambiente tal, que impera o escárnio, a zombaria; isso é impiedade deliberada, onde insistir em pregar seria lançar pérolas aos porcos, o que o Mestre desaconselhou.

Assim vemos que a separação do mundo preceituada é conceitual; antes, de valores que locais. Tiago equaciona a adoção de práticas mundanas pelos crentes a adultério espiritual. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” Tg 4; 4 Então, se não podemos achar uma definição satisfatória de “mundo”, temos traços de seu caráter. Inimigo de Deus.

João amplia: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida; não é do Pai, mas, do mundo.” I Jo 2; 15 e 16 Cobiças naturais e soberba, também estão no DNA do mundo que se opõe ao Santo. Quando diz a Palavra que Deus amou o mundo ao dar Seu Filho refere-se às pessoas do sistema, não ao sistema em si.

A separação, também chamada de santificação deriva de levarmos cabalmente a sério a Palavra, o que, ainda consta na referida oração do Salvador;Santifica-os na  verdade; a tua palavra é a verdade.” V 17 Assim, qualquer ensino que contrarie, perverta, desvirtue a Palavra de Deus, mesmo que desfile em púlpitos ou canções góspeis, é do mundo.

Aliás, um famoso hino chamado “Sabor de Mel” é cantado por muitos evangélicos sonolentos que não percebem que os valores defendidos na letra são do mundo. O triunfo  na terra, o sucesso. Alguém que sofreu e triunfou e agora vais se vingar de quem o não ajudou na hora difícil; tal será ignorado pelo “vencedor.” Mais, a congregação é mera plateia, o púlpito vira palco, local de show. Não estou julgando pessoas, mas, analisando uma letra cuja inspiração, seguramente não brotou do Espírito Santo, pela contradição de coisas que esposa.

De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?” Tg 3; 10 e 11 Nós incorremos nisso, mas, inspirados pelo Santo, não.

Em suma, não somos do mundo, embora, devamos amar seus habitantes e à medida do possível, iluminar. A separação das pessoas aconselhada refere-se aos crentes hipócritas. “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” I Cor 5; 9 a 11

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12.7.14

O amor no divã

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rom 5; 8

Uma coisa muito propalada e pouco entendida é o amor. A maioria das pessoas trata como moeda de troca; algo que se dá em face à justa contrapartida.  Contudo, no exemplo do Santo, acima, ele deu o primeiro passo por amor, em direção a quem não tinha a mínima condição de retribuir; “sendo nós ainda pecadores”.

Ontem deparei pela enésima vez com a frase que ilustra  esse “amor” mercantil que muitos vivem. “Que Deus te dê em dobro tudo o que me desejares.” Noutras palavras: Deseje-me  o bem, senão, ai de ti. No fundo desejei que o autor conhecesse melhor ao amor de Deus, não pra receber o dobro, ainda que seria ótimo, mas, para que entendesse mesmo que tardiamente, em quê consiste o vero amor. 

Amar aos belos do cinema, às feras dos esportes e da música não é amor; mera idolatria. À medida que o talento desses produz o que gostamos, no fundo, amamos  nós mesmos.

O salvador censurou à troca de afetos e desafiou os Seus a algo melhor. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam; orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” Mat 5; 43 a 48 Infelizmente, muitos “cristãos” saúdam do seu jeito, com seu sotaque eclesiástico, aos irmãos e ignoram aos que não são do rebanho, que vergonha! 

Nos rudimentos da Obra de Deus na Terra, quando a manutenção da vida  dependia de guerras, odiar aos inimigos era um “doping” necessário, ainda que, deveriam tratar dignamente eventuais presos. Mas, na Plenitude dos tempos, após a vinda de Cristo, tais coisas perderam vigência. A simples menção do novo torna obsoleto, o antigo. “Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.” Heb 8; 13

A mesma idolatria que cultua aos grandes do mundo se pode expressar em nosso meio, na igreja, quando o ídolo são os dons espirituais, por exemplo. “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Ainda que tivesse o dom de profecia e conhecesse todos os mistérios, toda a ciência; ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.” I Cor 13; 1 e 2 Paulo minimizou a relevância de dons; de línguas, profecia, fé… tornando-os frágeis se seu motor não for o amor. 

Estava havendo disputas na igreja, mau exercício dos dons. Ele deu diretrizes pormenorizadas e sintetizou: Dons são bênçãos; o amor é a excelência. Disse do seu jeito, claro! Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.” 12. 31 Assim, ele  condicionou o uso de todos os dons ao amor. 

Após fez uma descrição insuperável do sentimento: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” vs 4 a 7

A Lei da Nova Aliança foi reduzida a dois mandamentos; na verdade, um; amor. Dois alvos distintos. “…Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mat 22; 37, 39 e 40

Claro que essa redução não induz a um simplismo como se bastasse dizer: Eu amo. Precisa ser demonstrado. “Se me amais, guardai os meus mandamentos.” Jo 14; 15 Essa contrapartida, a fidelidade podemos oferecer a Deus. Senão, seguirá nos amando, mas, punirá. Como um cônjuge deixa outro infiel e se divorcia, pois a justiça tem reclames que sufocam o amor.

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11.7.14

O Monte de Deus

“E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. Irão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.” Is 2; 2 e 3

Algumas coisas nos desafiam nessa profecia. Primeiro temos algo fixo; “se firmará o monte da casa do Senhor”; depois o monte se move; “se elevará por cima dos outeiros…” adiante torna-se centro de peregrinação mundial; “muitos povos dirão, vinde subamos ao monte do Senhor”; finalmente, tal monte dá origem à Lei, mesmo a tal já tendo sido entregue a Moisés séculos antes. Tentaremos entender  segundo a graça de Deus.

Tratando-se de um monte, literalmente, não pode ser firme e se mover; crescer ao mesmo tempo. Acontece que devemos comparar as coisas espirituais com as espirituais, como ensina Paulo. Desse modo, o monte pode ser constante, perene, imutável, e ainda crescer, à medida que amplia o conhecimento; difunde sua influência.

Daniel quando recebeu interpretação do sonho real que desvendava o rumo dos reinos da Terra viu o Medo-Persa, Grego, Romano, até a instauração do Reino de Deus com a Vitória de Cristo. Aqueles foram descritos com figuras de animais ferozes, o de Cristo, de modo específico: “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras no estio e o vento os levou;  não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, tornou-se um grande monte; encheu toda a terra.” Dn 2; 34 e 35

Então, Jesus Cristo é esse monte firme, imutável: “Passarão os céus e a Terra, mas, minhas palavras não hão de passar”. Ao mesmo tempo cresce até encher toda a Terra com sua mensagem. Assim, a peregrinação das nações a Ele não resulta em movimento geográfico; antes, espiritual. Não que o Eterno não tenha escolhido Israel, ou, tenha anulado os planos grandiosos para Jerusalém; apenas é a interpretação racional da passagem.

Em Cristo, Judeus e gentios estão no mesmo barco. “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,” Ef 2; 14 e 15

Parece que a causa da inimizade era a Lei, ideia que Paulo defende. O fato de ter recebido a Lei de Deus os fazia um povo especial, sobretudo, para viver e ensinar os preceitos do Eterno. Contudo, Israel não cumpriu isso; apenas, achava-se nação Santa, e os gentios impuros. Apesar da promessa a Abraão, “Em ti serão benditas todas as famílias da Terra”, havia um separatismo entre judeus e os demais povos. Paulo afirma que Cristo desfez.

Contudo, há a citação literal do monte de Sião de onde, afirmou o profeta, sairia a Lei. Mas, não fora dada no Sinai? Sim. Mas o escopo de Isaías era o sacerdócio de Cristo não de Levi. “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” Heb 7; 12

Sim, embora Cristo seja a personificação da Graça de Deus, trouxe uma Lei também. Tanto que causa rivalidade entre judeus ortodoxos e cristãos até hoje. “Assim que, quanto ao evangelho são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição amados por causa dos pais.” Rom 11; 28

Então, a Lei de Cristo baseada no amor a Deus e ao próximo deve difundir-se por toda Terra, qual o Monte de Daniel; isso, os ortodoxos não entenderam ainda. Que Deus os ilumine!

O Salvador cumpriu o que nos era impossível, a Lei; e fez um caminho possível aos Salvos, assessorados pelo Espírito Santo. Saiu de cena mandando cumprir seus preceitos e ensinar. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” Mat 28; 19 e 20

Claro que há muita falsificação em Nome do Rei, mas, os que O servem deveras, iluminam e são visíveis. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;” Mat 5; 14



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