O FAROL

Defesa da fé, opinião... a Palavra de Deus o meio, as pessoas o fim. Contatos sanleon21@hotmail.com Leonel Eliseu Valer dos Santos

23.3.14

Ditadura A, ou B?

“O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga.” Prov 13; 24

Interessante associação faz o sábio aqui!  Ódio com tolerância; amor com correção.  Na verdade, a sociedade atual usa caminhos  diversos, para não dizer, opostos.  Em nome do amor, toda sorte de permissividade aos filhos; a correção seria psicologicamente danosa, instauraria  rejeição na psiquê do paciente.

Não ignoramos que o amor é amoral, sem pretenso trocadilho, pois, mesmo os maus amam aos seus. Há uns dois anos, faleceu um sujeito num acidente, onde vivo, e foi chamado um padre, segundo o credo da família, para o  auto fúnebre. Em dado momento o vigário disse: “Vejo lágrimas aqui, e ninguém chora por bandido...”  Acontece que o finado era dos tais. Tentara matar o próprio tio a facadas, era temido pelos familiares e fizera coisas piores alhures; como o padre o não conhecia, soltou a “pérola” supra.

O que quero dizer é que há um amor incondicional, a despeito de valores, instintivo, que se expressa nessas horas. Entretanto, se o sábio receitara a correção, medicina da alma, como forma de amor, por certo, tal amor atenta a um conteúdo superior; um pai sábio que anseia um rebento da mesma estirpe. Ele disse, aliás: “Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio.” Prov 23; 15 Mas, para que não se conclua que era egoísta a preocupação do pai, apenas sua alegria com o filho, há na sabedoria mais que deleite de genitor; livramento do portador; “A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.” Prov 13; 14

Contudo, reitero, esse modo de educar é coisa rara em nosso tempo, onde vive-se o império do direito, sem os impostos do dever. Aos filhos tudo é permitido, quando, a frouxidão moral dos pais equaciona correção com falta de amor. Aí, esses principezinhos familiares crescem avessos a todas as cercas que limitam direitos, e passam a exercer seus principados em âmbito social.  Os distúrbios recentes no Brasil, incêndios e quebra quebras que toda hora assomam, bem demonstram essa “consciência social” dos novos tempos.

Desgraçadamente nos comportamos de modo pendular, de um extremo a outro; falta-nos, jeito com o proverbial “caminho do meio”. Ontem tivemos duas manifestações em São Paulo; uma pela intervenção militar para “restaurar a ordem”, outra “contra o fascismo” que seria aquela. A coisa é posta como se ao invés de múltipla escolha, tivéssemos duas: Ditadura vermelha, aos moldes venezuelanos, para onde caminha o Brasil, ou Verde, como foi no passado. 

Ora, seremos uma geração tão imbecil que não consegue equacionar direitos e deveres, caminhar rumo ao progresso com um mínimo de ordem como reza nosso lema? Parece que somos, infelizmente.

Nos dias da ditadura tudo que se queria era liberdade, de escolha, de expressão... agora, não se conhece limites na liberdade de porre que embriaga aos desordeiros da vez. É uma farra de corrupção, de ONGs, de aviões da FAB, de negociatas escusas na Petrobrás, de fundo partidário a partidos inexpressivos e desconhecidos, de pleitos estranhos à maioria dos brasileiros, como liberação das drogas, aborto, homossexualização de cartilhas colegiais, etc...

A falta de moderação dos libertinos é tal, que despertou uma reação igualmente extrema dos que preferem conviver com imposições, a roubos e desmandos. Embora tais conflitos fossem facilmente previsíveis, no fim do túnel, como na Venezuela, cá estão acontecendo  algumas milhas antes.

Como seria se os militares tomassem de novo o leme e instaurassem  sua “Comissão da Verdade” para passar a limpo a última década? Muitos temem isso e tudo farão para seguir ocultando seus feitos, mesmo que seja necessário calar a imprensa.

Mesmo não desejando algo radical assim, não dá para ignorar que ninguém mais confia nos políticos, e, pasmem! Até mesmo no Supremo Tribunal Federal. Seria a espionagem americana uma ameaça à Petrobrás? Não. Quem está sendo lesado é o povo brasileiro; os americanos estão tendo lucro com ela; como aliás teve o Evo Morales que “ganhou” uma refinaria de presente.

Esse caldeirão de incompetência e roubalheira começa a ferver, e dias sombrios se aproximam da “Ilha de Vera Cruz”.

Faltam-nos insumos para uma sociedade decente. O vício está enraizado desde a infância, mercê de uma educação “libertária”, entenda-se, privada de valores. Com tais agentes a implosão da ordem social se torna inevitável, mais dia, menos dia. Como bem disse Jeremias: “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” Jr 13; 23

O porre da liberdade acabará nos lançando na ressaca da tirania.

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22.3.14

Uvas maduras

“O escarnecedor busca sabedoria e não acha nenhuma, para o prudente, porém, o conhecimento é fácil.” Prov 14; 6

Duas facetas interessantes nesse provérbio. Primeira: Cotejar índoles opostas, escarnecedor versus prudente; Segunda: Atribuir  predicados diversos, sabedoria e conhecimento.

A sabedoria bíblica sempre traz um acessório moral, diverso do conhecimento que, embora se defina, eventualmente,  com a mesma palavra, não se trata, estritamente, da mesma coisa. Quando o Texto Sagrado diz que Deus apanha aos sábios na  própria  astúcia está ironizando aos que adquiriram conhecimento, e mesmo que, aos olhos terrenos  posem de sábios, aos Divinos, não passam de velhacos, astutos.

Tiago faz explícita distinção entre sabedoria espiritual que enseja santidade, e  animal, que gera os ditos astutos. “se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica...Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.” Tg 3; 14, 15 e 17

Paulo também se encarrega de distinguir essas duas fontes; argumenta como se a queda tivesse lançado a humanidade numa dimensão tal, que o suprassumo fosse insano; “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?”  I Cor 1; 20 Sabedoria, parece, teria sido confiar irrestritamente em Deus; como a humanidade nunca conseguiu, restou rebuscar a fé mediante a persuasão numa mensagem repetida à exaustão até que alguns se salvem; mesmo que isso seja reputado, loucura. “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” V 21

Mais adiante ele reforça seu argumento; “Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” Cap 2; 6 a 9

Vemos que a sabedoria espiritual lida com coisas não vistas, ouvidas ou pensadas, claro que, aos olhos naturais isso é doentio mesmo. Então, Deus serve-se dos “doentes” para a missão; “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;” Cap 1; 27 e 28 

Fé ou incredulidade marcam a fronteira entre prudência espiritual e escárnio. O que crê teme, considera, orienta-se pelo Senhor no qual acredita. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.” Prov 9; 10

Ao que duvida resta o escárnio, pois, a Palavra o coloca numa condição de caído, alienado, passível de condenação, o que fere seu orgulho natural.

O prudente sente-se seguro sob os preceitos Divinos, o tolo, aquece-se no fogo da própria estupidez; “O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.” Prov 14; 16 Então, restam os conselhos que seguem:  “Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.” Prov 9; 8 “O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão.” 13; 1  Comporta-se como a raposa da fábula de Esopo que incapaz de pegar as uvas desejadas desprezou-as dizendo que estavam verdes.

Sua fagulha de anseio por sabedoria, predicado dos prudentes, uma vez buscada por seus meios, apaga; aí, despreza o bem não atingido, partindo para o escárnio. Resta o conhecimento, que até os ímpios conseguem, como seu “Everest” intelectual;  o que, para o prudente é fácil, mero acampamento na base da escalada.

Diverso da pecha que a fé é cega, lida com “coisas que o olho não viu, ouvido não ouviu, nem subiu ao coração humano”, pois, vê, onde o homem natural é cego. O conhecimento até pode, eventualmente, lançar mão de uma sábia jurisprudência; só a Sabedoria do Alto, pode criar uma.

O posto mais alto logrado pelo conhecimento é o “conhece a ti mesmo” de Sócrates. Nos caminhos da fé temos um upgrade considerável; “...Quem me vê a mim vê o Pai;...” Jo 14; 9


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17.3.14

Deus e o avião desaparecido

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus.” Sal 14; 1

Esse Salmo, o único que se repete em toda a coletânea, 14 e 53, traz uma sentença definitiva sobre algo muita relevante, a existência de Deus. O “investigador” conclui suas reflexões de modo terminante: Não há Deus. Entretanto, informa-nos o salmista, o detetive é um néscio; ou seja, tolo.

Claro que coisas banais podem ser descartadas como tais; mas, as importantes, só um perfeito idiota trataria como superficiais.

O mundo cogita o destino do voo MH 370 da Malaysia Airlines que sumiu há alguns dias sem que se possa afirmar ainda o que aconteceu. A princípio cogitou-se acidente, pane; depois, com a informação de passageiros iranianos com passaportes roubados ventilou-se terrorismo; quando melhor identificados os suspeitos descartou-se ... agora, com informações que sistemas de comunicação da Aeronave foram deliberadamente desligados e sua rota foi desviada a hipótese mais robusta é que houve sequestro com conivência de tripulantes. O fato é que há o envolvimento de 25 países na busca, com barcos, aviões, helicópteros, inteligência, satélites, etc. Afinal, o sumiço envolve 239 pessoas, além de uma aeronave de grande porte. Não se pode simplesmente dar de ombros, deixar pra lá.

Será que a existência do Criador é de igual monta que valha à pena ser meticulosamente escrutinada, ou podemos nos evadir à  inquietação como fez o néscio supra? Afinal, caso Ele exista diz respeito a humanidade toda, sua origem, rota, futuro, bem como, do Universo.

É de se esperar que pessoas honestas  minimamente inteligentes analisem tal desconhecido precisamente como se está fazendo em relação ao sumiço do avião malaio. Perseguindo prioritariamente as possibilidades lógicas, os indícios; que se vasculhe profundamente  para chegar  a uma conclusão sábia, invés de néscia.

No prisma lógico, aliás, a única alternativa ao Criador, o “Big Bang” e a evolução natural das espécies, soa ridícula. A perfeição e ordem do que vemos  testificam d’uma inteligência Superior, arte esmerada, o que não pode ter sido fortuito como o desligamento do transponder de aludido avião.

A hipótese da existência de Deus ter sido uma criação humana também derrapa na curva da lógica; o Deus apresentado no que seria Sua Palavra tem reclames morais e espirituais muito superiores às melhores obras filosóficas humanas de todos os tempos. Assim, os “velhacos” que escreveram a compilação supostamente Divina deveriam ser de uma estirpe superior de inteligência sublime, ainda que rasos moralmente, por apresentar como Divino, o que seria meramente humano. Querer sublimação e baixeza no mesmo habitat é uma afronta lógica; por aí, acho que não encontraremos nosso “avião”.

Ademais, não há nas Escrituras tentativa de persuasão quanto a crer na existência de Deus; antes, na Sua Palavra, Sua Vontade Expressa. Em Parte alguma Deus se apequena suplicando que creiam em sua existência. Antes, começa Sua revelação como sendo Auto-Evidente, dispensa apresentações e vai direto ao que interessa: “No princípio, criou Deus, os Céus e a Terra.” Gên 1; 1

Quando a fé é apregoada como necessária, isso, é uma carência nossa, pois, carecemos agradá-lO mediante obediência se quisermos ser abençoados. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Heb 11; 6 Tanto a fé O agrada, quanto a incredulidade blasfema; “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” I Jo 5; 10

Além disso, milhões de pessoas de todas as nações podem testificar que após crerem encontraram paz de espírito. Praticando os preceitos bíblicos foram radicalmente transformados em seu modo de viver; tal que gradativamente migraram do vício, à virtude. Esse “indício” aponta em qual direção?

Há ainda o que dizem ser a Bíblia mera criação judaica um compêndio da pretensa dominação sionista. Mas, se ela é uma criação tribal, por que seu alcance é universal, mesmo afrontando aos nacionalistas hebreus? Desde a promessa a Abraão e sempre, o mundo todo é o escopo de Deus, ainda que, partindo de Israel. “...em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gên 12; 3  “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras.” Sal 100; 1

Outros apontam as guerras e mortandades praticadas em nome da religião com indício de inexistência de Deus. Ora, A Palavra adverte que seria assim, pela hipocrisia humana que tenta divinizar suas cobiças. Ele mandou amar mesmo aos inimigos. Os descaminhos humanos não são erros Divinos.

Encontrar a Deus não demanda inteligência superior; antes, começa com a admissão que nós não somos divinos, algo que ofende a “dignidade” dos néscios...

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16.3.14

Que esperança!

“Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar.” II Cor 3; 12

Paulo não alude à esperança em si, mas, a uma  particular que, segundo ele, tornava ousado seu discurso. No contexto vemos que ele está cotejando situações do Antigo Testamento, a era da Lei, o “ministério da condenação”, e o Novo, o Ministério do Espírito. Se, as Tábuas da Lei, que não visavam salvar, mas, mostrar a necessidade de salvação, já vieram num invólucro de glória que fazia o rosto de Moisés resplandecer, quão mais excelente seria o ministério do Espírito, argumentou.

E era essa excelência superior que emprestava audácia à sua fala. A transição do Velho para o Novo Testamento é um “upgrade” na revelação, que muitos credos legalistas veem como se fosse uma doutrina rival. Claro que o Novo traz o doloroso espetáculo do Calvário que melindra à filosofia de uns, e a pretensa honra de outros, como disse o mesmo Paulo. “nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” I Cor 1; 23 e 24

A epístola aos Hebreus coloca a transição como necessária, e  superior. “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” “De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador.” “...porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.” Heb 7; 12, 22 e 24

Acontece que a ideia de superioridade espiritual, geralmente é deturpada pela errônea régua humana. Jesus asseverou que os seus seguidores fariam obras maiores que as Dele, presto pensamos em enormes milagres, não em lavar os pés a mais pessoas que O Mestre. Assim, se o Rosto de Moisés resplandecera após o encontro Com Deus, nossos, uma vez que habitados pelo Espírito Santo deveriam ofuscar a vista alheia, como na transfiguração.

Entretanto, Paulo propôs algo diverso; “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” II Cor 3; 17 e 18 Liberdade espiritual e regeneração da Imagem perdida, coisa que a Lei não podia nem tencionava fazer.

Assim, aos que aquiescem à Doutrina de Cristo se lhes faculta ousadia; aos que sentem-se atingidos em seus melindres acaba dando origem a contradições, oposição.

Claro que uma esperança dessa estirpe traz algo mais que ousadia; compromisso. “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança;” Heb 6; 10 e 11 Vemos que o autor coloca em relevo como crédito no banco celeste o “serviço aos santos”, não milagres. Contudo, adverte que é necessário perseverar, para que a esperança vire certeza.

Na verdade é fácil a ousadia em climas de euforia, do agito das massas; porém, a têmpera de nossa fé é fixada nos dias de provação, adversidade. Isso se dava na comunidade cristã hebraica, e muitos estavam deixando a fé, ao peso das lutas inerentes à Cruz de Cristo. Daí, a exortação: “Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma” Heb 10; 38 e 39

Em suma, se acostumamos equacionar grandeza com Poder, Deus, detentor de todo o poder, anseia vê-la onde falta, santidade. Se aos nossos olhos soa belo ser forte, aos Divinos, ser santo. “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.” Sal 29; 2

Assim como um pai humano se alegra ao encontrar seus traços no filho, também ocorre com Deus. Anseia, pois, que sejamos santos como Ele É. Daí labora para fazer em nós, luzir o brilho de Cristo, que, em última análise, é o Dele. “...sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa...” Heb 1; 3

Quem se separa do modo ímpio de vida do mundo, entende as razões de Deus; assim, se a esperança nos faz ousados ante a oposição, nos faz mansos ante os que a querem possuir também. “... santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” I Ped 3; 15

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15.3.14

O tremor sem temor

“E sucedeu que, vindo a arca da aliança do Senhor ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu.” I Sam 4; 5

Apesar de sermos racionais, espirituais, com aptidões pra lidar com coisas abstratas,  desgraçadamente não fazemos o devido uso de tais faculdades, e, não raro, agimos instintivos como meros animais. Sabedor disso, como, de todas as coisas, Deus criou símbolos que deveriam ser meros estímulos à lembrança de coisas que não vemos.

A Arca da Aliança, por exemplo, era o símbolo visível da Santa presença Dele; não, a presença em si, que era condicional. Espere! Objetará alguém; Deus não é Onipresente? É. Mas, por presença, nesse contexto, entende-se, aceitação, aprovação das pessoas às quais Ele se mostra presente.

Eventual separação não é física, mas, espiritual, ( Deus é Espírito )  e sempre derivada de uma rejeição Divina aos passos humanos. “...as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Is 59; 2 Falando aos que assumiam desconhecê-lO, Paulo  colocou próximo, ainda que invisível; “Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;” Atos 17; 27

Acontece que, no texto que encabeça esse artigo temos “transportando Deus” dois réprobos sacerdotes, os ímpios filhos de Eli, Hofni e Finéias, que em tempos de paz eram profanos, rebeldes; na emergência, se fizeram tão “crentes” que trouxeram temerariamente a Arca para o arraial em guerra. Se é vero que tal símbolo trouxe novo ânimo ao povo, a ponto do júbilo coletivo estremecer a terra, também o é que, Deus estava lutando contra aos desobedientes de modo que os deixou ser derrotados e, mesmo a Arca, ser levada pelos Filisteus.

Não é próprio de pessoas sensatas imaginar que substância e figura sejam a mesma coisa. Assim, seria concluir que a fidelidade no casamento deriva da aliança de compromisso usado pelos cônjuges, por exemplo.  Ela apenas simboliza um pacto assumido, não garante a manutenção; é mera figura, não, substância.

Quer dizer que as imagens várias, crucifixos e afins que tantos usam são símbolos válidos? Depois do Advento do Espírito Santo temos coisa muito melhor para condução Espiritual, como Isaías Vaticinara; “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Is 30; 21 Isso, como Ajudador; como padrão a ser imitado, Outro; “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,...” Ef 4; 13 Como Mediador, igualmente; “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” I Tim 2; 5

Essas coisas todas simbolizam o quê, então?  A tentativa de relacionamento com Deus em bases humanas, ignorando Seu método. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem;” Jo 7; 38 e 39 Ora, para crer como diz a Escritura, precisamos conhecer o que ela diz. Feito isso, a rejeição de tais imagens ficará patente, pois, provocam ciúmes em Deus que as vê como alternativas, não associativas a Ele. “...levou-me a Jerusalém em visões de Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava o assento da imagem do ciúmes, que provoca ciúmes.” Ez 8; 3  Tiago reiterou que o Espírito de Deus em nós mantém tais características; “Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” Tg 4; 5

Entretanto, conhecer a Escritura de per si não basta; temos muitos “evangélicos” destros na apresentação da mesma, com um modo de vida que denuncia sua vacuidade espiritual. Podemos, pois, fazer ajuntamentos religiosos de estremecer a terra, como foi, então, o júbilo dos Israelitas, se Deus não se agradar de nossas vidas, nossa derrota estará iminente.

Essa farra gospel de tomar promessas Divinas como se fossem incondicionais, trará a nós a mesma sentença que trouxe ao irresponsável Eli. “...Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados.” I Sam 2; 30

Ou deixamos Deus refazer nossas vidas aos Seus moldes, ou, nada valerão as promessas das quais tanto gostamos; simples assim.

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14.3.14

Tapete vermelho

E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,” Mc 5; 22

Inusitada cena temos aqui; normalmente, líderes religiosos da época eram ferrenhos adversários de Jesus. De repente, um  se prostra aos pés do Senhor.

Na verdade, grande parte da humanidade repousa em suas “convicções” de tempo bom; quando a procela se aproxima, abandonam-nas. A convicção da sociedade religiosa, então, era que eles, quer Saduçeus, quer Fariseus, eram guardiães da Vontade Divina; Cristo, mero reacionário. Contudo, tendo a morte visitado a filha de Jairo, o chefe da sinagoga recorreu a quem podia resolver.

Não que seja um erro termos convicções; mas, essas devem repousar sobre a honestidade intelectual, espiritual. Quando não são assim, são meras máscaras para moldar o desfile do cinismo.

Quantos se dizem ateus com o fito de evitar a tentativa de persuasão por parte daqueles que os instigariam a uma aproximação séria de Deus, não o sendo por convicção? Quantos possuem seu “santo” de devoção para coisas banais, embora, nas horas vitais recorram ao Eterno? Outros professam a fé “evangélica”, sem conhecimento real do quê implica, tampouco compromisso com a profissão.

Acontece que os credos, filosofias, tradições, ideologias, etc. laboram formando rebanhos, muito mais pela aceitação social, que pela veraz opção individual. O Senhor, embora apascente também Seu rebanho, o forma à partir de indivíduos que voluntariamente escolhem serví-lO. Quanto à aceitação social, aliás, adverte do risco da perder ao se identificar alguém, com Ele; mesmo a família o rejeitaria. “E o irmão entregará à morte o irmão,  o pai o filho;  os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. Odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mat 10 ; 21 e 22

Se, hoje, o rebanho dos salvos deixou de ser uma grei proscrita, como foi no início, isso se deve mais à deturpação da essência, ao lapso de autenticidade, que a uma conversão  em massa, como imaginam alguns incautos.

Então, se a visita de uma eventual tristeza ensejar o rasgar de nossas máscaras em busca do Único que pode, deveras, ajudar, a tristeza nem será tão triste assim. Alguém disse que reais tragédias são aquelas com as quais, nada aprendemos. Salomão raciocinara nesse rumo, aliás; “Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria.” Ecl 7; 3 e 4 

Tristemente, o  homem deseja mais a aprovação humana que Divina. Ocorre uma frase do “Banquete” de Platão. “ A multidão é ignorante, e um homem prudente teme muito mais o juízo de meia dúzia de sábios, que a opinião da plebe”. O texto não é exatamente esse, mas, a ideia sim. E essa esposa que é fácil encenar aos incautos, mas, temerário fazê-lo ante sábios.  Assim fazem os muitos que buscam uma religião para consumo humano, não, como deveria ser, para religar com O Criador.

Precisamos urgentemente assimilar que, se o “filme” de nossa vida é rodado na terra, a “cerimônia do Oscar” será no céu. Nada vale sermos um sucesso de crítica aqui, e sequer indicados, lá. Ademais, o modelito apropriado para desfilarmos no “tapete vermelho”  deve passar também pelo vermelho e puro sangue derramado na Cruz. “...Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados...” Apoc 1; 5

Isso, nos permite concorrer apenas no papel de coadjuvantes, uma vez que o Protagonista condecorado com todas as glórias, é Ele, o Varão de Guerra, não tem pra ninguém. Precisamente aí, tropeçam os arrogantes da modernidade que não satisfeitos em serem “amigos do noivo” como João, buscam pra si uma glória que pertence ao Senhor.

A simples aceitação de ministros réprobos implica uma mensagem blasfema que muitos ignoram; “  Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível.” Mal 1; 7

Então, se uma morte pode nos aproximar, enfim, de Cristo, como se deu com Jairo, talvez, deva morrer a presunção que poderemos nos evadir ao juízo sem o Salvador. 

A epístola aos hebreus foi escrita a uma comunidade que, após um ótimo começo, passou a exibir sintomas de apostasia, e a questão proposta foi precisamente esta: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;” Heb 2; 3

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9.3.14

"Socialismo", mentira capital

“E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.” I Tess 4; 11 e 12

Num contexto onde exorta crentes de Tessalônica à santidade e amor fraternal, Paulo acresce as instruções supra. Recomenda a sóbria postura do que não se intromete em coisas alheias  e diligência no trabalho. As consequências, disse, seriam um andar honesto e o desfrute da necessária provisão às demandas da vida.

O trabalho, entretanto, apesar de ser uma bênção, não é buscado por todos, dado que, há os que preferem outras formas de “bênçãos”.  Na verdade não se omitem aos “trabalhos” que acionariam uma entidade qualquer que lhes “abra as portas” como fazem os que depositam seus despachos nas esquinas, bem como os “macumbeiros góspeis” com suas “sementes de fé” “fogueiras santas” e assemelhados. Outros esperam na fila das benesses oficiais como seguro desemprego, Bolsa Família e afins, mesmo podendo galgar degraus melhores.

Ora, o que nos abre portas é  preparo e disposição para trabalhar. Salomão foi incisivo em seus escritos; “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de braços cruzados; assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade como um homem armado.” Prov 6; 9 a 11 “Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem.” Prov 26; 16 etc.

Acontece que a ideologia “bolivariana” que grassa na América do Sul tem maldito a riqueza e canonizado o assistencialismo como se pobreza fosse virtude e riqueza, defeito.  Ora, salvo  fortunas de origem desonesta  e pobreza por absoluta falta de oportunidade, o resto é mera consequência.

A Justiça Divina atenta exatamente a isso; diverso da visão “socialista” que se ocupa de tirar de uns e amontoar a outros, passando por alto aos caminhos que cada um trilha. Da “partilha” Divina, ensina Paulo: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” Gál 6; 7

Natural que ambição de progresso por meio honesto enseje o empreendedorismo; esse, aqueça os meios de produção incentivando mediante lucro, seus agentes. Por outro lado, o assistencialismo dos que têm potencial produtivo além de tolher os frutos de eventual inserção dos tais no mercado de trabalho, ainda lhes faculta consumir, mesmo em escala menor, sem nada gerar.

Esse viés da economia canhota além de espantar investidores que buscam mercados mais promissores estimula a vagabundagem de potencial mão de obra. Como bens são fruto do trabalho e esse não é estimulado, a primeira consequência do “socialismo” é  desabastecimento.

Quem não lembra da falência da União Soviética, Alemanha Oriental, Romênia, e demais países europeus que adotaram tal sistema? Acaso não estão patentes as situações de Cuba e  Venezuela também? 

Se histórica e notadamente tal sistema empobrece nações e vilipendia o povo, por que é estimulado ainda, mesmo no Brasil? Porque quanto aos meios é barato; basta o marketing, a mentira; quanto aos fins, enriquece seus proponentes, os líderes.

Assim, não se trata de uma ideologia social, apesar do nome, antes, manipulação social em prol do Capital acumulado de meia dúzia de safados corruptos e mentirosos.

Entretanto, como diz certo ditado que, se o elefante soubesse a própria força seria dono do circo, o elefante que esses “democratas” domam não pode saber. Aí, chegamos à segunda consequência: Supressão da liberdade de imprensa. Afinal, esses xeretas, os repórteres, contam quando “socialistas” desviam sua rota para uma noite bem capitalista em Portugal, por exemplo.

Agora, por ocasião dos conflitos na Venezuela, os “Bolivarianos” da OEA recusaram a participação dos Estados Unidos, que tornaria “parcial” a mediação. Ora, recusar a proposta de mediação isenta como fizeram os americanos, com vez e voz ao governo e oposição, não é precisamente isso ser parcial? O Governo do Brasil, para vergonha nossa, está metido nisso até o pescoço.  

Mas, como a consequência do plantio é a colheita, aos olhos de Deus, esses “libertários” não perdem por esperar. Afinal, se é certo que a extrema pobreza e falta de oportunidades carece mesmo ser assistida, usar isso como método à corrupção e perpetuação no poder, anula o mérito inicial da ação, poluindo-a.

Ademais, com o advento da Internet, não é mais factível o sonho desses, de amordaçar a verdade. Cheia está a rede de vídeos postados por estudantes venezuelanos revelando o que ocorre. A aboboreira da mentira à sombra da qual muitos “Jonas” se abrigam começa a murchar, pelo calor do Sol da Justiça.

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6.3.14

"Conversão" à flor da pele

“E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” Mat 7; 26 e 27

A diferença entre sensatez e insensatez na passagem dos dois fundamentos se verifica num aspecto apenas;  as palavras dadas a ambos eram as mesmas; um  ouviria e cumpriria; outro apenas iria ouvir. Assim, um era profundo, outro, superficial.

A  superficialidade daquele que “aceita”  a doutrina do Santo é um aspecto interessante da personalidade doentia. Se não estamos a fim de um relacionamento com Deus basta ignorá-lO.  Agora, se dispor a ouvir sem obedecer é  intrigante. O diagnóstico necessário disso é que, a mente está convencida de algo, contudo, a vontade reluta em abraçar de modo cabal.  Daí, nossa “atenção” aos reclames Divinos advém de um momento em que nossa vontade rebelde “fraqueja” e devaneia poeticamente com uma relação salutar com o Eterno, atentando aos privilégios apenas; fraqueza que logo desaparece, quando assoma o peso da responsabilidade na relação. Como nubentes ansiosos pelo deleite do amor que prometem fidelidade incondicional, na alegria, tristeza, saúde, doença, etc. e,  quando tais tempos chegam, os adversos, o “sim” empenhado se revela inútil.

O sacerdote Eli reagiu de modo pueril a uma exortação de Deus mediante Samuel, e isso  foi fatal; “...Ele é o Senhor; faça o que bem parecer aos seus olhos.” I Sam 3; 18 Ora, ante uma mensagem de juízo por estar em culpa  era ainda tempo de clamar por misericórdia, coisa que até o pusilânime Acabe fez a seu turno. Também o anônimo rei de Nínive dada a mensagem do juízo Divino entregue por Jonas, não foi banal em sua reação, antes, contrito, intenso, profundo. “Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza. E fez uma proclamação que se divulgou em Nínive, pelo decreto do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê alimentos, nem bebam água;” Jon 3; 6 e 7 Ao invés de dar de ombros como Eli, “Ele é Deus, faça o que quiser”, o rei transformou humilhação e arrependimento em assunto do reino onde todos deveriam tomar parte. A coisa foi de tal modo impactante que Deus resolveu sustar o juízo.

Entretanto, em nossa geração virtual, das ditas redes sociais, a interação é de tal monta que, mesmo não querendo agir assim, a superficialidade se torna inevitável.

Outro dia deparei com uma manchete que demonstra o “espírito” de nosso tempo; dizia: “Pastor converte Naldo e sua esposa no interior de Minas Gerais”. Curioso fui ler a matéria e constava que o funkeiro passara um fim de semana na casa de um cantor gospel e recebera oração, sentindo-se muito bem no ambiente, etc.

Ora, conversão é algo profundo, transformador; demanda boa dose de tempo para que o pretenso convertido passe pelo “deserto” e demonstre mediante provas a veracidade de sua decisão. Isso carece uma considerável perseverança na situação de peregrino, ambiente adverso, rejeição, embates... tais combates não se verificam num final de semana, pois.

O que pode ter acontecido foi uma decisão, que em ambiente propício soou desejável, mas, ainda não é mais que isso; mera decisão. Queira Deus que o tempo revele ter sido mesmo, o primeiro passo da salvação do dito casal; mas, pretender verificar num dia o que demanda anos é ser superficial como as marolas da lagoa.

Embora muitos ministros da praça apregoem seus “enlatados” espirituais, Deus trabalha com sementes, e insta cada um que O aceita, a recebendo a Boa Semente frutificar para glória Dele, não para a realização egoísta do “agricultor”.  O egoísmo, aliás, é a mais pujante das ervas daninhas na seara do Senhor; tanto que, o “secante” inicial para o plantio vindouro deve tolher, erradicar,  justo o ego; “ Negue a si mesmo...” Luc 9; 23

Por mais eloquente que seja a mensagem, por mais agradável que seja o ambiente, se o alvo for a satisfação do pecador, invés da justiça Divina, sequer a decisão é sadia, uma vez que o ego espinhento continua alheio à cruz.

Jeremias em seus dias foi muito didático: “Porque assim diz o Senhor aos homens de Judá e a Jerusalém: Preparai para vós o campo de lavoura, e não semeeis entre espinhos.” Jr 4; 3 Deus não vai “curtir” nossa foto enquanto não exibir traços de Jesus. Esses se alcança cumprindo Sua Palavra, não apenas ouvindo.

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4.3.14

Profetas empalhados

Porquanto, sim, porquanto andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz; e quando um edifica uma parede, eis que outros a cobrem com argamassa não temperada;” Ez 13; 10

Mediante Ezequiel,  falsos profetas são denunciados com duas características que merecem análise;  uma, a cumplicidade;  um edifica a parede sem fundamentos, outro, reboca. Noutras palavras: Um profetiza falso outro  confirma. O segundo traço, que no texto aparece primeiro é que eles sempre “facilitam” as coisas. 

A situação ante Deus é uma, eles a fazem parecer menos grave, ou, aceitável, mesmo que o Eterno a deplore. Jeremias menciona algo semelhante: “Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão.” Lam 2; 14 Isso, depois da queda de Jerusalém; porém, antes, a doença era a mesma denunciada por Ezequiel. “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” Jr 6; 14 

Por que essa tendência insana de abrandar as coisas mediante mentira? Por duas razões básicas; primeira: Fidelidade ao pai da mentira, que também o é, dos falsos profetas. Ele entregou no Éden a “profecia” inaugural dessa estirpe que contradisse a ameaça Divina de morte em caso de desobediência, com seu, “certamente não morrereis.” Segunda: A profecia falsa soa  agradável aos ouvintes, o que enseja uma fácil aceitação.

Assim, uma sociedade de incautos tinha seus enganadores em realce, como disse o mesmo Jeremias: “Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?” Jr 5; 31 Era uma cumplicidade coletiva. Profetas falsos corroborando um sacerdócio corrupto com aplauso da plebe. Isaías, aliás, foi além: “Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos.” Is 30; 9 e 10

Então, não se tratava de mera acomodação ao falso; mas, de positiva rejeição ao veraz, a Deus, sem deixar de envernizar a hipocrisia com o brilho da religião.

Essa artimanha diabólico-humana de desarmar as defesas com o engano, aliás, foi assumida pelo mestre sala das bodas de Caná. “...Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior;...” Jo 2; 10 Só que tal prática, ante Deus é abjeta, como denunciou por Habacuque. “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adiciona à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez!” Hc 2; 15

No caso do falso profeta, entretanto, nem se trata de enganar para ver a nudez alheia; antes, o faz para usufruir proveito próprio a despeito das consequências que venham sobre os que engana.

Acaso não são estimados por suas vítimas os atuais? Mesmo ostentando riquezas, veros impérios, títulos eclesiásticos grandiosos, como “Apóstolos” “Patriarcas” etc... algum é  pregoeiro do juízo iminente, como foram os anjos a Ló ao dizer: “Escapa por tua vida”. Não.

Esses advogam que é mensagem bíblica que as pessoas escapem da pobreza, construam o céu ainda na terra, tudo, claro, “em nome de Jesus”. Acontece que O Nome Santo, foi escolhido a propósito, por uma razão diversa: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mat 1; 21 E significa, “O Senhor é Salvação”, não,  promoção.  

Não dá pra ignorar que é mais fácil ouvir, ao invés do “Negue a si mesmo e tome sua cruz”, o clássico “pare de sofrer!” da Universal e satélites. Aliás, quando Cristo já sentia antecipadamente as dores da cruz, Pedro O instigou a isso; a resposta foi cabal: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.” Mat 16; 23 Essa é a origem do drama dos falsos profetas; projetar  anseios humanos a um nível Divino. Enquanto almejamos facilidades, o Eterno lida com possibilidades, necessidades.

No conflito entre pleitos humanos e Divinos, os falsos optam sempre pelos primeiros, diverso do que faz um outro que esteja cheio do Espírito Santo. “...Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir antes a vós do que a Deus;” Atos 4; 19

Escolher a palha em lugar do trigo não é próprio de gente sábia; aliás, já os pré-socráticos tinham um conceito diverso: “O asno prefere a palha ao ouro.” Estobeu

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2.3.14

Dependência ou montes

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.” Sal 84; 5

É comum na poesia hebraica o paralelismo sinonímico, onde, a segunda parte do verso reforça a primeira, porém, com outras palavras; por exemplo: “Os maus inclinam-se diante dos bons, e os ímpios diante das portas dos justos.” Prov 14; 19 “Nos lábios do rei se acha a sentença divina; a sua boca não transgride quando julga.” Prov 16; 10

Seria o verso supra extraído do Salmo 84, desses, também? Para afirmar isso demanda breve investigação, pois, não é tão evidente como o paralelismo dos provérbios tomados como exemplo.

Para que seja assim é preciso que a dependência de Deus, “força está em ti” equivalha a ter planos os caminhos do coração. Ao avaliarmos o relato do Gênesis vemos que, se ao homem foi dada liberdade irrestrita, ainda que, consequente, com o poder não foi assim.

Certo que foi dado domínio sobre a criação, mas, em sujeição ao Criador; qualidade a ser demonstrada mediante  observância da única restrição, certa árvore. Assim, mesmo tendo sido criado um gigante intelectual e espiritual, capaz de comunhão com o Santo, não era em si, um ser pleno, antes, dependente do Todo Poderoso. Tanto que ao peso de desobediência original, teve contato com o medo, não mais podendo contemplar ao Eterno.

A força humana derivada da aceitação Divina é encontrável noutras partes, aliás; “...a alegria do Senhor é a vossa força.” Ne 8; 10 “...porque sem mim nada podeis fazer.” Jo 15; 5  “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade,” Prov 2; 7 Sim também a sabedoria, distribuída com parcimônia aos fiéis é uma força, aliás, a maior. Quando a insolvência de um enigma ante o rei de Babilônia ameaçava todos os “sábios” do reino, Deus revelou a resposta a Daniel e ele agradeceu assim: “Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.” Dn 2; 23 Há muitos exemplos mais, porém, agora, esses bastam.

Assim, a força derivada parece uma conclusão pacífica. Resta apreciarmos se as imperfeições nos caminhos do coração equivalem à alienação a Deus, na pretensa força humana.

A figura de aplanar os caminhos para passagem de Deus foi usada por Isaías aludindo a João Batista, o precursor. “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará.” Is 40; 3 e 4

Na verdade, a hipocrisia tão combatida por Cristo outra coisa não é, senão, o “mise em scène” da virtude, tentando disfarçar o vício acalentado no coração. O Salvador foi preciso: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” Mat 15; 19 e 20 O que Ele está dizendo é que eventual higiene do corpo não tem nada a ver com a pureza da alma.

O fato é que a independência oferecida pelo Cão “sereis como Deus” gerou deuses vários que, sequer poderiam ter contanto com o Altíssimo. Diverso da poesia de Drummond onde havia uma pedra no caminho, padecíamos a falta do caminho. Antes de encontrá-lo era preciso destronar tal “Deus” alternativo, o ego. “...Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo,  tome cada dia a sua cruz e siga-me.” Luc 9; 23

Mas, por que segui-lo? Porque, disse: “...Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Jo 14; 6 Assim, a força da justiça de Jesus Cristo remove os montes, pecados; aplana nossos corações conduzindo-nos, outra vez à comunhão com o Pai.

Se é vero que no paraíso perfeito era tudo franco com apenas um não, a Árvore da Ciência, no mundo escurecido pós queda, tudo está contaminado, e resta apenas um sim, um meio de aceitação nos céus: a cruz de Cristo. Qualquer pretensa alternativa, por humanista ou piedosa que pareça é treva, mais do mesmo, embuste.

Enfim, dependência de um Pai tão Santo, Justo, não envergonha nem nos priva de nada, antes, protege. Afinal, poder traz consigo responsabilidade, e em coisas tão excelsas é melhor depender que dominar. Coube a Deus a mais dura parte. Feliz o homem que Dele depende, pois, cujo coração não abriga o pecado.

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