O FAROL

Defesa da fé, opinião… a Palavra de Deus o meio, as pessoas o fim. Contatos sanleon21@hotmail.com Leonel Eliseu Valer dos Santos

23.8.14

Rico mausoléu de jerico

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam; a prova das coisas que se não veem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Heb 11; 1 a 3

Opositores da fé tacham-na de cega; alguns defensores usam termos como: “vejo pelos olhos da fé”. O texto  apresenta-a, como capacidade de entender sem ver. “Pela fé entendemos…” Esse entender associado à confiança no quê entendemos pode gerar decisões firmes a despeito da vista. “Pela fé ( Moisés ) deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” Heb 11; 27

Contudo, evoquemos o conceito do belo e presto será associado coisas visíveis; o domínio puramente sensorial da estética.

Nas Escrituras encontramos discípulos de Jesus Admirando o templo;  a “Porta formosa” etc. Todavia, o Mestre, alegrou-se com a manifestação de fé de certo centurião, ou, de uma mulher estrangeira. Desse modo, a beleza interior O movia; não aparências.

Na verdade, quando Salomão parece encorajar jovens nos caminhos da vista, ironiza, advertindo das consequências. “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, recreie-se teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos do teu coração, pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.” Ecl 11; 9

Acontece que, a visão é mero apelo imediato;  beleza interior se vê por identificação. Como poderei enxergar um conceito assim, se, seus predicados não forem semelhantes? Carecemos que Deus nos embeleze para vermos Sua beleza, como cantou o salmista. “Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.” Sal 29; 2 Conhecedor de traços dessa beleza, Davi sabia o que agradava ao Santo; “Eis que amas a verdade no íntimo… Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Sal 51; 6 e 17 

Por serem privados da beleza espiritual dos contritos e humildes, os religiosos dos dias de Jesus conflitaram com Ele. “…não tinha beleza nem formosura; olhando nós para ele, não havia boa aparência para que o desejássemos.” Is 53; 2 A perspectiva humana denunciada pelo profeta, Consequência  da feiura interior. A falta dessa qualidade em nós tolhe que a vejamos, mesmo que esteja em todo esplendor.

Entretanto, esse lapso, invés de quedar vazio, acaba ocupado por simulacros, imitações grotescas às quais aplaudimos como belas.

Alguns entenderam mal certa passagem que prioriza a beleza interior, como se tolhesse cuidados exteriores. “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura dos vestidos; mas, o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus,…” I Ped 3; 3 a 5 Ordem de prioridade apenas. Não que Deus seja contra a beleza; tudo o que Ele criou é lindo!

Mas, por Ser Espírito, e nos ter feito à Sua Imagem e Semelhança, anseia que priorizemos a beleza espiritual antes da natural. Nesse prisma, dois que são mencionados pelos atributos físicos no Velho Testamento, Saul e Absalão falharam vergonhosamente.

Talvez, contagiado por isso, ao ser enviado em busca de um substituo para o ímpio Saul, Samuel atentou aos mais belos filhos de Jessé; os de predicados semelhantes. O Eterno corrigiu: “…porque o Senhor não vê como vê o homem… o Senhor olha para o coração.” I Sam 16; 7

Os hipócritas costumam disfarçar-se com beleza aparente. Li relatos sobre o “Templo de Salomão” do Macedo, e consta que a suntuosidade e beleza encantam. Entretanto, ao longo de sua carreira esse mercenário encenou ser evangélico sem ser; pregando amor ao dinheiro. Agora, furta símbolos sagrados do judaísmo, templo, arca, vestes, e finge ser judeu.

Há precedente; Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus e não são… eis que eu farei que venham e adorem prostrados a teus pés” Apoc 3; 9

Certo “ancestral” dele que fez algo semelhante e ouviu o seguinte: “Porventura reinarás porque te encerras em cedro? Acaso teu pai… não praticou o juízo e a justiça? Por isso lhe sucedeu bem.” Jr 22; 15 Aquele desprezou a beleza devida e até sua morte revestiu-se de juízo estético. “Em sepultura de jumento será sepultado, sendo arrastado e lançado para bem longe, fora das portas de Jerusalém.” V; 19

Enfim, o entendimento da fé edifica-nos nas veredas justas; a ostentação do engano adorna sepulcros de jumentos.

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22.8.14

Com que roupa irei?

“Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou as suas vestes, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza.” Jn 3; 6

Era comum manifestar exteriormente sentimentos de grande consternação, dor, vergonha, humilhação… Faziam isso tirando as vestes normais e vestindo-se de saco, para deixar patente o estado da alma. No exemplo supra, temos o rei de Nínive dessa forma, ante a mensagem do juízo Divino iminente entregue por Jonas. Mardoqueu fez o mesmo quando soube do decreto de Assuero ordenando a destruição dos judeus; Jacó ao saber da falsa morte de José, etc.

O leproso deveria trazer vestes rotas e gritar sua condição, quando em ambiente social, para evitar contagiar outros. Figura que Isaías usou para ilustrar a inutilidade da “justiça” humana. “Mas todos nós somos como o imundo,  todas as nossas justiças como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” Is 64; 6

Quando o juízo do Eterno foi cumprido no cativeiro, a transição para novo tempo propício foi figurada pelo trocar das vestes do sacerdote; “Josué, vestido de vestes sujas estava diante do anjo. Então respondeu aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de vestes finas.” Zac 3; 3 e 4 Assim, vestes alvas são usadas como símbolo de Justiça, de agir sob inspiração Divina. “Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.” Ecl 9; 8

Na verdade, expressar estados de espírito mediante  vestes é comum em nossos dias. Quando alegres, festivos, usamos cores vivazes, quentes; ou, em momentos de consternação, tristeza, cores frias, neutras. Mesmo ideia de algum pleito por justiça associada à roupa suja também é proverbial. Dizemos: “Roupa suja lava-se em casa”. Significando que problemas estritamente familiares  devem ser tratados em particular, invés de caírem em domínio público.

Além das cores, a forma diz muito sobre cada um. Pessoas moderadas usam cortes sóbrios; outras, dadas à sensualidade, ou mesmo, promiscuidade, se expõem de modo que suas  vestes falam por si. 

Embora algumas denominações cheguem a ser meio dogmáticas quanto ao vestir, ante Deus basta que não causem escândalos, que sejam adequadas ao meio no qual estamos inseridos. Tanto é decente o “skilt” escocês, quanto, um jeans, bermuda, ou terno; salvo peculiaridades de ambientes solenes. 

Contudo, se as vestes têm  poder de expressar algo de nosso interior, são excelentes disfarces quando quer alguém dissimular; esconder algo. Há muita promiscuidade em trajes sóbrios; nem tudo o que é espontâneo, jovial, necessariamente deixa de ser sério. Ante o Eterno é inútil; “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” Heb 4; 13

Convém lembrar que, a festa para a qual Deus convida  todos tem um “traje a rigor” sem o qual acabaremos barrados. Claro que me refiro às vestes espirituais, como a mesma Palavra faz. 

Em Apocalipse somos chamados a nos lavar com sangue de Cristo, de modo que, a mesma Bíblia interpreta que roupas limpas, em sua perspectiva, têm a ver com obras justas. “…Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Apoc 7; 14 Mais; noutra parte além de limpas as vestes são de tecido nobre, pra ilustrar os feitos dos que se deixam conduzir pelo Santo. “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.” Apoc 19; 8

Como as vestes do Salvador foram fracionadas entre muitos, exceto a túnica que foi mantida inteira, assim  deve ser conosco. A eficácia de Seu Sangue purificador poder ser partilhada entre todos; mas, como a peça inteira, há um revestimento pessoal, particular, que deve ser completo em cada um que desejar segui-lo. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” II Cor 5; 4

Esse revestimento espiritual dado aos salvos é o “modelito” necessário para sermos aceitos nas Bodas do Cordeiro. Sem isso, seremos lançados fora.E o rei, entrando para ver os convidados viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Mat  22; 11 a 13

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21.8.14

Quietude; convém ou não?

“…No estarem quietos será a sua força.” Is 30; 7

Quietude é um valor que pode ser definido como relativo. Não é em si qualidade nem defeito; depende das circunstâncias com as quais se relaciona.  

Há alguns exemplos bíblicos onde estar quieto soa como mal, omissão. Ester quando promovida a rainha da Pérsia, esposa de Assuero, foi desafiada a não estar quieta; antes, fazer uso da posição, mesmo com risco, quando da ameaça de extermínio dos judeus. Seu tio Mardoqueu lhe mandou dizer: “…Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” Et 4; 13 e 14 A Rainha lhe deu ouvidos e cooperou com o grande livramento de Deus.

A quietude omissa e indiferente das nações vizinhas quando Israel estava em cativeiro também foi denunciada  ante o Eterno. “…Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está tranqüila e quieta… com grande indignação estou irado contra os gentios em descanso; porque eu estava pouco indignado, mas eles agravaram o mal.” Zac 1; 11 e 15

Sim, quando os judeus foram em cativeiro seus vizinhos ajudaram aos adversários, como denunciou Sofonias. “Eu ouvi o escárnio de Moabe, e as injuriosas palavras dos filhos de Amom, com que escarneceram do meu povo; se engrandeceram contra o seu termo… meu povo os saqueará; o restante do meu povo os possuirá. Isso terão em recompensa da sua soberba, porque escarneceram, e se engrandeceram contra o povo do Senhor dos Exércitos. Sof 2; 8 a 10 Tivessem ficado quietos, então, seria melhor. Pois, foram ativos para auxiliar no mal, invés, de buscarem o bem de seus vizinhos. 

Assim, tanto  há uma quietude  culpada, quanto, outra que é desejável ante o Senhor, dado que significa confiança em Sua integridade e provisão.

A inquietude de Isaías 30 derivava de falta de relação com Deus; deliberada rejeição aos Seus conselhos; ouçamos: “Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos.” VS 9 e 10 Se rejeitavam os preceitos, natural que soubessem que lhes faltava crédito para pedir o Divino socorro.

A providência ante a ameaça os fazia pedir socorro ao Egito invés de Deus. “Porque o Egito os ajudará em vão, e para nenhum fim; por isso clamei acerca disto: No estarem quietos será a sua força.” V; 7  Sim, a ação necessariamente é má, quando deriva de impiedade, culpa.

O mesmo profeta denuncia aos ímpios como privados da paz, da capacidade de estarem quietos, dado o peso de suas culpas. “Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios; diz o meu Deus.” Is 57; 20 e 21

Aos que laborava para justificar, o Salvador aconselhou o descanso confiante no Pai. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia seu mal.” Mat 6; 34 As longas e repetidas rezas que enchem a Santa Paciência de Deus, se, dessem  lugar a uma meditação reverente seria mais eficaz.  “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” V; 7 Sim, muitos confundem mantras com orações. Se aqueles pretendem ter  eficácia em si, orar é colocar-se humilde e confiante sob a eficácia e vontade de Deus.

Embora não pareça, a princípio, manter-se quieto não é tão simples assim. Sobretudo, quando as circunstâncias sugerem que devemos fazer alguma coisa. Todavia, o Santo não trabalha com “alguma coisa”; Ele é Onisciente. Algo indefinido projetamos nós como  fuga quando nada vemos.

Mas, se somos Dele, mesmo nessas horas estejamos quietos fiados em Sua fidelidade. “Quem há entre vós que tema ao Senhor  e ouça a voz do seu servo? Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor; firme-se sobre o seu Deus.” Is 50; 10

Assim, antes de nos inquietarmos tentemos entender os motivos, reacender a esperança, como fez Davi.Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus; pois, ainda o louvarei; o qual é a salvação da minha face e Deus meu.” Sal 43; 5



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20.8.14

Aprisionando a besta

“Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior;” Ef 3; 16

Paulo disse orar para que os efésios fossem corroborados, ou seja, fortalecidos, confirmados pelo Espírito, no homem interior.  Esse “homem interior” merece algumas considerações.

O notável filósofo, Sócrates, tentou explicar o ser humano usando a seguinte figura: “dentro de um invólucro de pele, uma besta policéfala, ( monstro de várias cabeças ) e no alto, um homenzinho.” A besta – explicou - tipifica a natureza indômita; cada cabeça um mau desejo, uma inclinação perversa. O homenzinho, geralmente impotente, a razão. Na sua concepção, o verdadeiro filósofo deveria “domar” a besta e se deixar guiar pela instância superior.

Ora, o que fez a qualidade, originalmente superior, sucumbir ao inferior foi precisamente a morte espiritual decorrente da queda. Ficou o entendimento do bem, sem força para praticá-lo. Paulo também ilustra a derrota do “homenzinho” ante a besta na luta de um bem intencionado sem o auxilio de Cristo. “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas, eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não  aprovo; o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. Se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.  De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.” Rom 7; 14 a 17

A reprovação interior pelos mal feitos são protestos inúteis da consciência que,  mesmo  ainda apta para identificar pecados é impotente para evitar, dada a supremacia dos desejos malsãos.

Quando o Salvador ensinou a necessidade do novo nascimento mirava aí; a restauração do homem interior, a vida espiritual. Nicodemos, por sua vez, pensou no pacote inteiro com besta e tudo. “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito.” Jo 3; 4 a 6

O homem natural, “carne” tende à decrepitude, pois, é refém do tempo; o homem interior, de posse da vida eterna é instado a renovação, crescimento, santificação. “Por isso não desfalecemos; ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.” II Cor 4; 16

Nas coisas sócio-políticas da humanidade, geralmente, interior está numa posição subalterna em relação aos governos, que ficam na Capital; sede das decisões que afetam o país, estados; é a cabeça, ( cápita ) por isso, Capital.

Contudo, na “administração” da vida dos convertidos, o interior é capital. Digo; vitais são as decisões que derivam do espírito recriado, em Sintonia com o Espírito Santo.Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Nós não recebemos o espírito do mundo, mas, o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.” I Cor 2; 11 e 12

Esse fortalecimento do homem interior terá consequências. “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura,  a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” Ef 3; 17 a 19

Coloca como raiz, fundamento do amor, sobre o qual, mais amor se edifica, em busca da plenitude de Deus. Que diverso da ideia corrente de buscar coisas de Deus, invés de Seu Ser! Por isso, após a renovação da vida, precisamos “oxigenar” a mente, para entendermos o novo ser gerado em nós, e seu fim. “…apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rom 12; 1 e 2

Vemos que agora, o “homenzinho”, razão, faz seu culto prendendo a besta, ( Sacrifício vivo ) não permitindo o extravasar nocivo de suas inclinações. O simples aprisionar o mal é já seu juízo, a eficácia da cruz. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom 8; 1

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18.8.14

Muito além de Moisés

“… por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? … Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas no princípio não foi assim.” Mat 19; 7 e 8

Os discípulos perguntaram sobre  divórcio e receberam a resposta que não era plano Divino. Então questionaram  porquê, que o texto mosaico prescrevia. O Mestre ensinou que a “bondade” de Moisés era devido a ruindade deles, não, expressão exata da Justiça Divina.

Na verdade, mais de uma vez o Senhor reinterpretou Moisés, em padrões mais altos que  estavam acostumados. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;” Mat 5; 43 e 44 Outra vez: “Porém, vos digo; qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” V 28 mais: “Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.” VS 31 e 32 etc. de modo que já tinha relido Moisés sobre o tema.

Mas, quem pretendia ser Ele para ousar alterar a visão religiosa dessa forma? Tudo o que disse de Si mesmo; o que João Batista afirmou e muito mais.

Na carta aos hebreus, esse “conflito” com Moisés foi dissipado. “Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem quem a edificou. Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus. Na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo, como Filho, sobre  sua própria casa; a qual casa somos nós, se, tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.” Heb 3; 3 a 6

Aqui temos algo a considerar sobre o que nos está proposto. Mesmo sendo fiel, Moisés foi chamado de “Servo.” A “releitura,” o upgrade moral e espiritual ensinado pelo Salvador traz uma ascensão posicional também. “… para que sejais filhos de vosso Pai que está nos Céus…”  

Ao servo, mera obediência faz digno do salário. Do filho se espera mais; comprometimento, identificação, amor, iniciativa… Tanto que, somos desafiados a ir além, em termos claros. “E qual de vós terá um servo a lavrar ou apascentar gado, que, voltando ele do campo, diga: Chega-te, assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia,  cinge-te, serve-me até que tenha comido e bebido; depois comerás e beberás tu? Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” Luc 17; 7 a 10

Assim, enquanto o servo busca razões “bíblicas” para justificar-se, o filho tem motivos afetivos para agradar ao Pai. 

O ministério do Espírito em Cristo vai além do que está escrito. Moisés trouxe um “conservante” para que os servos não degenerassem de vez usando-o. Cristo traz regeneração, o novo nascimento, adoção de filhos, uma glória muito superior. “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito?” II Cor 3; 6 a 8

Entretanto, se a condição de filho é maior que servo, a responsabilidade também. “Porque o Senhor corrige o que ama, açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, não filhos.” Heb 12; 6 a 8

 Se a Lei e os Profetas dependem de uma palavra; amor; como ensinou o Mestre, amando-O não teremos um texto, mas, Ele, ( A Palavra ) habitando em nós. “…Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, viremos para ele e faremos nele morada.” Jo 14; 23

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17.8.14

Entre a cruz e a pedrada

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; sois como vossos pais. A qual dos profetas não perseguiram eles? Até mataram os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas;” Atos 7; 52 e 53

Em sua ousada diatribe Estevão acusou aos antepassados de sua audiência de assassinos de profetas;  aos próprios, de homicidas do Justo, Jesus Cristo. Parece que a morte como método de solucionar diferenças era atávico. Tanto que, o mesmo Estevão provou essa amarga “solução”, quando sua mensagem se consistiu num problema. Recorreram ao método de sempre; apedrejaram-no à morte.

Certo que fora prescrita a pena para alguns casos, como, adultério, feitiçaria, blasfêmia… Contudo, nenhum dos exemplos evocados se encaixava.

Na verdade, o “julgamento” de Cristo foi mero “mise en scène” como certa CPI, tanto que, antes de darem direito de defesa, ouvirem testemunhas, etc. Pediram que Pilatos julgasse, pois, hipocritamente sustentaram que lhes não era lícito matar; assim, a dosimetria da pena estava dada antes de julgarem. “… Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.” Jo 18; 31

O que fizeram com Estevão poucos dias após isso mostra quão hipócritas eram. Acontece que ao aceitarmos certas coisas em nossos corações, mais dia menos dia as teremos vertendo das ações. Para Deus, aliás, a morte no coração é já assassinato. “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.” I Jo 3; 15

A alma que originalmente seria seguidora do Espírito, após a queda se fez serviçal das comichões do corpo. Então, os reclames pela justiça, “fazer o bem” na linguagem paulina, sucumbem  à força da inclinação pelo mal. Invés de ter por parte da vida tal pendor,  ( Paulo ) corretamente definiu como veículo da morte. “Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo… Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Rom 7; 21 e 24

A resolução de nossos problemas matando tem vício de origem; o pressuposto que os males residem fora de nós, no outro. Assim, algo ou alguém nos incomoda, morte. Alguns fundamentalistas estão “resolvendo” assim, no Iraque o “problema” dos que se recusam aderir ao Islã.

O caso da mulher adúltera de João 8 ilustra bem a doença moral que é a hipocrisia humana. Mesmo a Lei dizendo que ambos os envolvidos em adultério deveriam ser apedrejados, trouxeram apenas a mulher. Se outro pecado não tivessem, este, de serem parciais em aplicar a Lei estava patente. Desse modo, o Salvador “autorizou” a execução. “…Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” Jo 8; 7

Uma vez na vida foram desafiados a redirecionar a luneta que  vasculha problemas, e pisaram no freio de seus juízos temerários. “Quando ouviram isto, redarguidos da consciência saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.” V 9

Muitos usam mal essa passagem ao dizer: “atire a primeira pedra quem não tem pecado” como se isso fosse uma licença para pecar. Não, apenas a advertência para cuidarmos antes, de nossos erros, que dos outros. Outros blasfemam; fazem uso perverso da expressão: “Nem eu te condeno” do Mestre como se  significasse que Ele também tinha pecados. Não. Apenas, ( como disse noutra parte ) não viera  julgar, mas, salvar.

Virá outra vez a Julgar, aí veremos quais Seus “Pecados”. “…oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Heb 9; 28

Sabedor que nossos problemas são mesmo nossos, desafiou quem O quisesse seguir, a matar o culpado que atrapalha a salvação, o ego. “ Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue  a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Luc 9; 23

Ninguém psicologicamente hígido cuidará de seu pátio cortando a grama do vizinho; antes, cortará do seu. Mas, as almas mal sãs tendem a isso. Desejar que os outros mudem;  porfiar por isso, enquanto recusam a dar um passo sequer em direção ao problema que devem enfrentar. O “si mesmo”.

Indiferença, zombaria, ceticismo, fuga … há vários meios de “apedrejarmos” aos “Estevãos” que nos incomodam…

Alguns acusam outros de pretérito nefasto que se converteram de se esconderem atrás da Bíblia. Mal sabem que se escondem atrás de Cristo; talvez desconfiem que aceitar a cruz, não é coisa para covardes. Esses preferem matar aos outros…

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16.8.14

Santa bandeira branca


“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” Rom 5; 1

Ouse sair um recenseador qualquer e perguntar às pessoas se estão em paz com Deus. Certamente uns 98% ou mais dirão que sim; exceto algum louco, ou, desviado honesto que assumirá o contrário. Os que nunca O conhecerem jactam-se de “seu” Pai: “Deus é Pai, não é padrasto.” Dizem. Assim, a ideia de estarmos em guerra ou, de carecermos paz com Ele, passa longe de tais cogitações.

Distante ou perto, porém, é cristalina doutrina Bíblica. Claro que não devemos entender esse estar em guerra  como se estivéssemos sob Seu ataque. Se quisesse nos destruir bastaria um sopro. Na verdade, quem está em guerra direta contra o Santo é o inimigo. A humanidade é só uma massa útil que coopera com os desígnios do traidor mor.

Mais adiante Paulo ensina: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para obedecer sois servos daquele a quem obedeceis…” Rom 6; 16 Quanto ao Eterno, mesmo nos amando e sofrendo com nossa indiferença está do outro lado de um muro que construímos ao abraçar a rebelião.

Desde dias antigos Deus queixa-se disto.  “… porque me viraram as costas, não o rosto;…” Jr 2; 27 Assim, claro está que a separação parte de nós, nossas escolhas. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” Is 59; 1 e 2

Quando o Salvador “pulou o muro” para o humano lado, ao assumir nossas culpas sentiu, por um momento, o peso dessa guerra inglória. E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mat 27; 46

Assim, tanto é vero que o Pai abandonou, circunstancialmente, Seu Filho, quando assumia a culpa pelo Pecado, quando é, que justifica a qualquer pecador que reconheça, obedeça e siga ao Salvador.

A justificação, contudo, não é convite para festa na embaixada. Isso será  no Reino. Cá estamos no front. Paulo admoesta ainda aos justificados. “Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência; a paciência, experiência; a experiência , esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Rom 5; 2 a 5

Deixa claro que a glória dos salvos é ainda em esperança, sem tolher o concurso das tribulações nos que são justificados.  Se tais permissões começavam a engendrar dúvidas nos seus ouvintes, ele reforçou com um argumento insofismável; “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Vs 8 e 9 A ideia é: Se quando estávamos em guerra fomos buscados e justificados, agora que Lhe pertencemos seríamos abandonados? De jeito nenhum.

A única posse necessária aos justificados ainda na Terra é precisamente a paz com Deus. Ele pode curar; mas, permite doenças. Pode enriquecer; mas, testa na pobreza. Pode dar fama; e deixa no anonimato. Pode salvar da morte física; contudo, permite que muitos Seus tombem jovens… a coisa indispensável como testemunha da eficácia do Sangue de Cristo é a paz restabelecida mediante justificação.

Claro que reatar a amizade com Deus pressupõe compromisso; a manutenção da mesma, via obediência, prática da justiça. “Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus.” Is 47; 20 e 21

Assim, mais prudente que alardearmos uma paz que desconhecemos seria considerar as condições para encontrá-la. Certos “efeitos colaterais” são necessários, coisa que foi cantada pelos anjos quando da vinda do Pacificador; “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.” Luc 2; 14

A boa vontade para conosco estava sendo demonstrada; a paz na Terra será na derrota final do inimigo; Glória a Deus nas alturas depende de nós e pode ser alcançada desde já. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus.” Mat  5; 16

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13.8.14

Eduardo Campos; amarga pressa da morte

“Tudo tem o seu tempo determinado, há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Tempo de nascer, tempo de morrer; tempo de plantar,  tempo de arrancar o que se plantou;” Ecl 3;  1 e 2 

O fato de tudo ter seu tempo determinado não embasa a ideia fatalista que alguns propalam, tipo: “quando chega a hora de morrer não tem jeito.” Quando o pensador diz que há tempo para todo propósito debaixo do sol quer dizer exatamente isso. Não significa que nossas escolhas arbitrárias não possam, eventualmente, abreviar o tempo, se não ele em si, ao menos, nosso tempo.

No Seu tempo, Deus ceifaria o trigo maduro; nossa liberdade usada de modo temerário pode nos fazer encontrarmos a foice ainda verdes.  Digamos, como um exemplo, que Deus me tenha dado constituição física capaz de viver até os noventa anos. Esse é o “tempo determinado” que tenho para fazer minhas escolhas; nada impede que, uma delas, acabe abreviando minha vida, solapando meu tempo.

Fato é que a morte sempre esteve assanhada no fito de invadir as plagas da vida. Quando, porém, seu “trabalho” ceifa pessoas famosas, nos parece mais “viva” que nunca.  É o que tem acontecido nos últimos meses.

Nomes notórios como, João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna, Luciano do Vale, Sócrates, Fernandão, Chorão, Champignon, Robin Willians, e a tragédia de hoje, o presidenciável Eduardo Campos, com mais seis pessoas de menor notoriedade e mesmo valor, vidas.

Quando a morte resolve tomar a palavra, nosso discurso por melhor  que seja  perde o sentido.  As razões que ousam incursões no infinito, ante a surpreendente perplexidade da morte sequer ousam pleitear por afirmação. A morte, quando atua, coloca em cena uma razão que põe fim aos nossos melhores postulados. Quedamos perplexos em busca de fugidias explicações, e inócuos lenitivos.

Os melhores argumentos perdem de goleada para o soturno e veemente silêncio.  As palavras mais doces se fazem, se, não ditas; uma lágrima solidária, sincera, supera a eloquência de um Cícero, o maior dos tribunos.

Essa inquietação que  faz escrever, não é por que tenhamos algo sábio a dizer; só, a miserável necessidade de assumir que nada sabemos, associada ao afeto pelas letras.

As discrepâncias políticas, a erística faziam sentido quando a vida que inexplicavelmente se foi era uma “ameaça”. Fraquejamos como se não tivesse direito de deixar de ser, de modo assim, tão abrupto. Ninguém gostaria de “ter razão” dessa maneira.

Nosso olhar, por um tempo vasto até, deixa de mirar  as propostas que ele tinha para o país, e se volta para o fato que era um homem, com esposa e cinco filhos, como tinham seus laços semelhantes, os demais. Então, parece adequado concluir que, malgrado, o alcance nacional, ou mesmo internacional de nossos voos, sonhos, projetos, em última análise, o que conta mesmo é a vida.

Jesus Cristo disse: “Que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma”.  A verdade é que, um ganho, por amplo que seja, só pode ser desfrutado de posse do dom da vida, sem ela, perde o sentido.

Então, embora pareça ser o lugar comum priorizar o valor da vida nas reflexões espirituais, o que é consenso nos domínios do saber, nem sempre é no teatro do agir. Olhando as digitais da morte deveríamos aprender a traçar melhor os rumos da vida. Ao menos, no pensar de Salomão expresso na Bíblia. “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a outra onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.” Ecl 7; 2

Embora nossa vida seja um constante morrer no varejo, nos assombra “comprar” no atacado.  “O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.” ( Fernando Pessoa )  Nossa morte a prestações como disse o poeta é muito mais palatável que quando algum revés a encontra de vez.

Assim, diverso do motejo que diz que uma pessoa fica boa depois que morre, acredito que nós ficamos menos tolos e superficiais quando constrangidos a considerar coisas profundas. Por contraditório e insensível que pareça, é o lado “bom” da morte. 

É trágico, mas, nossas melhores palavras não servem aos enlutados; tampouco, podem escutar nosso silêncio. O mesmo Salomão patenteou que a intensidade das emoções, alegres, ou, reversas, são de foro pessoal. “O coração conhece a sua própria amargura, e o estranho não participará no íntimo da sua alegria.” Prov 14; 10 

Felizes os que podem olhar sem medo pra morte; esses conhecem a eficácia da cruz! “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.” ( Amado Nervo )

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12.8.14

Robin Willians. A sina indomável

O mundo das artes cênicas amanheceu bem mais pobre e triste após a notícia da morte, ( posteriormente confirmada como suicídio ) do ator Robin Willians.

Amigos disseram que sofria de depressão; dormia em quarto separado de sua mulher e foi achado suspenso por um cinto preso ao batente da porta, com sinais superficiais que tentou cortar os pulsos.  

Acostumamos a ver só o ator, salvo em cerimônias como a do Oscar e similares onde se via algum aspecto do ser humano, ainda quê, sob a febre de sua arte. Mesmo que o papel interpretado fosse de um sofredor, um depressivo, até, admiraríamos mais, tanto quanto, mais verossímil parecesse; pois, a isso atina a excelência de sua arte.

Desse modo, o ser humano subjacente quase sempre nos escapou.  Agora apareceu em lamentável sina. Vemos o estertor de uma vida que de alguma forma olhou com melhores olhos para o colo da morte. 

Muitos  pensaram sobre o suicídio; vou citar alguns e suas reflexões: “A obsessão pelo suicídio é própria de quem não pode viver, nem morrer, e cuja atenção nunca se afasta dessa dupla impossibilidade.” ( Emil Cioran ) 

“O suicida na verdade não quer se matar mas quer matar a sua dor.” ( Augusto Cury )

“ O suicídio tanto pode ser afirmação da morte como negação da vida. Tanto faz. - É mentira. E vou explicar: o suicida é aquele que perdeu tudo, menos a vida.” ( Fernando Sabino ) 

Schoppenhauer em seu “Livre Arbítrio” afirmou que uma pessoa de posse de um revólver, por exemplo, não poderia gabar-se de ter poder para se matar; carecia – disse – de um motivo mais forte que o amor à vida, ou o medo da morte. Sem isso, nada feito.

 Pois bem, essa busca pelo imenso e doloroso motivo é que desafia nossa compreensão. O amor próprio é inato em nós; tanto que, Deus o toma como parâmetro altruísta ao ordenar que amemos ao próximo como a nós mesmos, sem ordenar que nos auto-amemos; parte da suposição que é natural. 

Nesse prisma, a definição de Cury que o suicida visa matar apenas a dor faria do ato o derradeiro gesto de amor próprio? 

O fato é que nossas vidas, independente da condição social, são um vasto mosaico de alegrias, conquistas, recompensas, frustrações, perdas, dores… De modo que as facetas aprazíveis funcionam como lenitivo psíquico ajudando a mantermos o pulso, nas tristezas, sobretudo, quando o vento da esperança ainda eriça nossos cabelos.

Do depressivo dizem que perde a esperança, a fé, e “progride” a um estado em que a própria vida se torna um peso.  A impossibilidade de viver ou morrer, como afirmou Emil Cioran, acaba sendo o tormento de um assim.

Ocorre-me a figura do que se dá no Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em São Paulo. Em tempos normais, demanda e produção se equilibram e a coisa flui; em caso de estio prolongado como agora, precisam bombear água do “volume morto” que fica abaixo dos canos de captação; após submetem a uma purificação mais intensa, dado o teor de impurezas, para torná-la potável. 

Acho que algo semelhante se passa na alma humana. Numa vivência que podemos definir como normal, tristezas e alegrias se equilibram e seguramos o tranco. Mas, se em algum momento acontece um grande desequilíbrio por termos  expectativas frustradas, às vezes, mesmo que doentias, e se esse estio de esperança, de alegrias, se prolongar, consomem-se nossas reservas; resta o poluído e raso “volume morto” da depressão. 

Nesse caso, a “depuração” torna-se mais difícil. Como reacender a vontade de viver, a esperança, em alguém profundamente frustrado, que desacredita de tudo e de todos? 

Na verdade vivemos a geração virtual, que se “relaciona” com máquinas e fantasia com calor humano. E fantasia é muito eficaz, quando o problema não é real.  

Tenho um amigo que, quando convidado a jantar na casa de alguém, outrem questionava sobre o cardápio, ele respondia: “ Eu gosto de gente, conversa, relacionamento; comida é pretexto, qualquer uma serve.” Achava engraçado aquilo; hoje me parece muito sério.

Não sou psicólogo, tampouco, pretendo conhecer uma profilaxia para o mal da depressão. Entretanto, ouso afirmar que relacionamentos sadios, expectativas sóbrias, amizades verazes, em muito ajudam a emprestar sentido às nossas vidas.

Desgraçadamente aniquilamos nossa identidade individual e nos massificamos na cultura; enquanto no âmbito pessoal nos fechamos numa redoma de aparências, onde  fake é “normal”; e o normal seria fraqueza.

Isso no campo puramente humano. Quem pode anexar uma hígida fé em Deus, se torna moderado nas expectativas, tolerante às imperfeições, refratário ao passar do tempo, na perspectiva de vida eterna. Afinal, em Cristo “morremos” de modo não carecemos mais ter medo da vida.

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A incrível reencarnação de Salomão

Apesar de todas as evidências Bíblicas serem contrárias à ideia da reencarnação dizem as más línguas, que o Rei Salomão, ele mesmo, reencarnou; vive  já adulto, em pleno “rabinato” na cidade de São Paulo, e atende pela alcunha de Edir Salomedo.

Diferente de sua primeira passagem pela Terra, quando, recebeu um reino, afirmam que pediu ao Senhor para nascer pobre, começar de zero e construir um império, para ter sentido sua “vitória.”

Certo que herdou uns problemas da primeira vez, ( desafetos de seu pai ) mas, o esplendor e a riqueza estavam já nas mãos. Ao falso e sedicioso sacerdote Abiatar demitiu do ofício; Joabe que assassinara Abner e Asael  mandou matar; Simei que maldissera seu pai armou um laço e se  vingou  dele também; Adonias, o irmão que tentara usurpar-lhe o reino, também foi morto ao pedir a mão da bela Abisague que aquecera ao velho Davi; ele interpretou como traição.

Tirando isso, o resto foi só alegria. Recebeu um reino em tempos de paz, mão de obra escrava em fartura, além da amizade do rei de Tiro que muito cooperou no projeto de construção do templo.  Mesmo assim, paz e fartura lhe não bastaram, tanto que, meteu-se em conchavos políticos, de modo que a cada princesa que recebia de presente assinava um tratado e junto adotava ídolos da nação aliada; assumia o culto de sua nova esposa. Desse modo, o mais sábio dos homens deixou-se seduzir e agiu como tolo. Há quem pense que, mesmo não sendo a reencarnação uma doutrina bíblica, ( ela ensina a ressurreição ) Deus ama tanto ao Filho de Davi que concordou, meio contrariado, em dar-lhe nova chance.  

Assim reencarnou em Rio das Flores, RJ no ano de 1945. Parece que o Eterno resolveu de cara testar se ele tinha algum resquício de amor pela vida fácil; fez com que seu primeiro emprego fosse numa loteria ( LOTERJ ) onde pessoas devaneiam com riqueza sem trabalhar; depois, laborou no IBGE fazendo censo econômico, mais uma vez, a tentação das riquezas que bravamente resistiu. Depois dessa heroica resistência ao diabo no deserto começou a cuidar de importava de fato, a construção de seu reino.

Principiou a destilar sua sabedoria no bairro do Méier, no Rio, e como um meteoro não parou de crescer. Dizem que  ( como a filha de Faraó ) adotou Moisés. Quiçá um futuro libertador quando a opressão do tempo o vitimar.  

Se dantes a rainha de Sabá veio de longe ouvir sua sabedoria, e compôs três mil provérbios, hoje sua voz ecoa em 200 países, e sua “palavra amiga” assume números incontáveis.  Outrora escreveu os mixurucas  “Cantares, Provérbios e Eclesiastes” agora, só o Best Seller, “Nada a perder” bota todos no Chinelo.

Na primeira vinda construiu o templo com ofertas herdadas do pai, agora, refez partindo de zero. Dizem que certa noite o Senhor apareceu-lhe em sonho e disse, como antes: “Pede-me o que queres.” E Ele pediu; claro. “Senhor, se tenha achado graça aos teus olhos, dá-me ainda mais esperteza, astúcia, safadeza, pois, preciso derrubar a Rede Globo pela audiência da Record, desacreditar o catolicismo e demais evangélicos  para fomentar meu crescimento,  quebrar de vez o Waldemiro, pois esse, tem tirado muitos dos meus imitando minha sabedoria."

Dizem seus chegados que O Senhor agradou-se de sua “humildade” por não ter pedido nada de novo, apenas o que já possuía;  então o Santo resolveu deixar as águas rolarem, digo, ele seguir seu intento de glorificar-se na Terra.

Dada a fama de sua astúcia e safadeza, duas “mulheres” foram a ele  para resolver um pleito. Falou a Primeira; na verdade, um efeminado. “Ai meu rei, socorro! Essa desavergonhada e eu fazemos programa com o mesmo bofe e ela prometeu engravidar dele e dar o filho para mim e meu companheiro adotarmos. Engravidou, gestou e pariu. Agora que viu que é um menino lindo e saudável recusa a cumprir a promessa.”

A Mulher: “Não é bem assim; ela pediu que eu fizesse isso, mas, eu não prometi nada, disse que iria pensar. Porém, vendo meu filho nascido me apeguei tanto que não resisto à ideia de me separar dele.” 

O Reibino coçou o queixo pensativo.  Duas postulantes e uma criança; as duas querem, o que fazer? Trazei-me um Noteboock, ordenou. Mandou “ambas” para a sala de espera e se pôs a escrever uma nova “palavra amiga” sobre as vantagens do aborto.  “Vaidade de vaidades, diz o pregador, que proveito temos em deixar que a semente germine? …” 

Maravilhados com a portentosa vitória de um rei nascido pobre, muitos corruptos, mafiosos e bandidos cogitam visitar o templo, ( alguns já fizeram ) para aprender a safadeza e astúcia do rei Salomedo.

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